Belissário Cícero Alexandrino

Filho de Francisco José Alexandrino e de Rita Alexandrino. Nasceu a 20.04.1845, em Icó-CE, e faleceu em Fortaleza.

Advogado. Fixou residência na então Vila da Telha, hoje Iguatu-CE, em 1856, com a família, dedicando-se à profissão de advogado (em 1865), provisionando-se em 1872 pela Relação de Pernambuco.

Foi Promotor de Justiça; Delegado de Higiene; Inspetor Escolar; Vereador; Presidente da Câmara; Intendente; Tenente-coronel do 44º Batalhão de Infantaria de Iguatu-CE, da Guarda Nacional. Com a extinção desse, foi nomeado Coronel Comandante da 8ª Brigada. Presidiu a Assembléia no antigo regime (de 1900 a 1912), sendo incontestavelmente notável a sua atuação na tribuna parlamentar, principalmente no biênio 1888-1889, quando era o único deputado da facção liberal Acioli. Por ocasião da seca de 1877-1879, prestou relevantes serviços à população iguatuense e dos municípios vizinhos, com a abertura de uma farmácia, em 1878, para o que obteve a necessária licença da Junta de Higiene do Rio de Janeiro.

Como Intendente de Iguatu-CE, foi deposto por um movimento popular, no Governo Franco Rabelo, abandonando a cidade sob disfarce, pois criara contra si uma situação a que não pôde enfrentar, vindo, então, a residir em Fortaleza-CE.

Quando da passagem de seu centenário de nascimento, foi inaugurado o seu retrato a óleo no Palácio do Governo do Estado, dando o jornal «Correio do Ceará», uma edição especial, comemorativa, onde se encontram dados completos sobre a vida de tão eminente figura da política, de excepcional prestígio no Estado do Ceará.