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Quarta, 13 Outubro 2021 12:15

Heitor Férrer cobra políticas públicas no combate à violência

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Deputado Heitor Férrer Deputado Heitor Férrer Foto: Edson Júnio Pio
O deputado Heitor Férrer (SD) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária realizada de forma presencial e remota na manhã desta quarta-feira (13/10), a relação direta entre violência e pobreza que, segundo ele, existe no Ceará. De acordo com o parlamentar, os números da violência não reduzem efetivamente, pois não combatem diretamente as causas. 

“É a partir da implementação de políticas públicas que esses índices irão se reduzir, e não por meio da repressão policial”, apontou. Segundo ele, a sociedade recorre à polícia quando tudo falha. “Recorrem à polícia quando falta escola, moradia, saúde, sendo a polícia o último recurso do cidadão. Daí, querem colocar a polícia para resolver esse tipo de problema, que é, na verdade, de competência do Estado e dos municípios”, criticou.

Conforme Heitor, os índices de violência no Ceará iniciaram um crescimento a partir do fim do Governo Lúcio Alcântara e não diminuíram mais. “Há algumas oscilações sazonais, mas sempre volta a crescer.”

O governo Lúcio Alcântara encerrou com 1.793 assassinatos em seu último ano (2005), enquanto o governo seguinte, de Cid Gomes, encerrou com 3.840 assassinatos, informou.

No ano de 2020, por exemplo, o número de assassinatos cresceu 81% em relação a 2019. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e reportagens recentes, Heitor afirmou que o Ceará é um estado onde 51% da população é pobre, e destes, um terço é miserável. 

“Temos ainda, dentro desses números, 1,2 milhão de crianças vivendo em situação de pobreza, 31% das pessoas até 14 anos de idade em situação de pobreza e 700 mil jovens cearenses que não trabalham nem estudam”, informou, ressaltando que “a relação entre pobreza e violência é direta, e cabe ao Estado e municípios combaterem esse problema”. 

O deputado também reforçou que a opressão policial “não resolve”. “A sociedade esquece que a pessoa que vai presa volta para a sociedade. E ela não volta ressocializada, conforme a promessa do sistema penitenciário, porque o nosso sistema penitenciário não ressocializa, ele degenera ainda mais”, alertou.

PE/AT

Informações adicionais

  • Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
  • E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
  • Twitter: @Assembleia_CE
Lido 244 vezes Última modificação em Quarta, 13 Outubro 2021 14:48

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