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27.01.2010


O Twitter – microblog gratuito que permite ao usuário enviar mensagens curtas para computadores e celulares – tornou-se uma febre entre os políticos de muitos países. Foi uma das principais ferramentas de comunicação utilizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama para se aproximar dos eleitores durante a corrida à Casa Branca. No Brasil, a moda entre políticos começou a se fortalecer no ano passado, mas a tendência é que em 2010 – por se tratar de ano eleitoral – a adesão ao microblog seja considerável.

Na Assembleia, entre os deputados que já aderiram ao Twitter estão Heitor Férrer (PDT), Guaracy Aguiar (PRB), Edísio Pacheco (PV), Augustinho Moreira (PV), Sineval Roque (PSB), Francisco Caminha (PHS), Júlio César (PSDB), Hermínio Resende (PSL), Edson Silva (PSB), Lívia Arruda (PMDB), Professor Teodoro (PSDB), Welington Landim (PSB), Tomás Figueiredo (PSDB) e Vasques Landim (PR).

Heitor Férrer ressalta que o Twitter “é uma importante ferramenta de comunicação entre os políticos e a sociedade”. Para ele, a rede serve para que os homens públicos divulguem suas ações e projetos, conferindo mais transparência aos seus mandatos. “É uma maneira a mais de revelar para o povo o que a gente pensa”, diz, acrescentando que acessa o Twitter diariamente desde o início de 2009.

Outro deputado que faz elogios ao Twitter como ferramenta de comunicação é o tucano Tomás Figueiredo. Segundo ele, “a rede tem sido útil para trocar idéias com pessoas que se preocupam com variados temas relacionados ao desenvolvimento do Brasil e do Ceará”.

Tomas diz que acessa o Twitter pelo telefone celular, e por isso não tem hora para postar. “Gosto de escrever quando leio algo relevante para a população ou quando estou numa sessão debatendo questões ligadas ao meu trabalho. Também recebo sugestões para abordar problemas ou para destacar ações importantes. Quando viajo e visito obras e projetos inovadores, costumo enviar mensagens citando o exemplo, e ainda envio fotos”, conta.

O deputado Guaracy Aguiar (PRB) também elogia os efeitos do Twitter e conta que, quando viaja, posta sugestões e reivindicações dos seus eleitores. “Inclusive já fiz propostas ao governador do Estado, que também tem seu blog no Twitter, no qual divulga seus feitos”, ressalta.

Já o deputado Francisco Caminha (PHS) discorda dos deputados com relação à importância do Twitter. “Tenho uma página no Twitter, mas não a acesso. Não vejo nenhuma utilidade nele como ferramenta de comunicação. O que importa mesmo é o político fazer um grande trabalho junto às suas bases eleitorais”, avalia.

Segundo Caminha, o Twitter “é acessado apenas por aqueles que são viciados em Internet e atinge pouca gente”. Conforme ele, os políticos devem ter cuidado em divulgar suas ações na rede. “Corre o risco de alguém criar um Twitter falso e nos prejudicar”, completa.
EU/CG