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Dep. Artur Bruno (PT)
31.08.2010


O deputado Artur Bruno (PT) comemorou nesta terça-feira (31/08), em sessão plenária, a notícia do governador Cid Gomes (PSB) de que será implementado o projeto que contempla os professores da rede estadual de ensino com notebooks. Segundo o parlamentar, autor do projeto, a conquista vai beneficiar não só os professores, mas a educação do Estado. “Sabemos o quanto a informática e a internet são instrumentos fundamentais para a educação”, ressaltou.

O parlamentar afirmou que ao fazer uso do laptop em sala, os educadores ganharão 30% a mais de tempo durante o período da aula, aumentando, por conseguinte, o rendimento dos alunos no aprendizado. Ele acredita que com as pesquisas feitas na internet em sala, os alunos vão poder tirar as dúvidas.

O petista disse ainda que durante uma reunião “ampliada” da qual participou com representantes dos sindicatos das universidades estaduais, Sindicato dos Professores do Ceará (Apeoc) e com o titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia, René Barreira, foi noticiada a promessa de reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos professores do Estado.

Segundo ele, a Lei do Piso do Magistério, além de garantir um valor mínimo de R$ 1.024 para a remuneração, estabelece que a regulamentação do plano deverá ser implantada em todos os estados e municípios do País. “É isso que a Secretaria e o sindicato Apeoc estão discutindo agora. Haverá outros debates e essa revisão está sendo construída de forma democrática pelo Governo do Estado”, garantiu.

O parlamentar defendeu que, na revisão do plano de cargos, um dos pontos a serem contemplados possa ser a duplicação dos salários. Ele lamentou o fato de que boa parte dos professores da rede pública seja obrigada a trabalhar três expedientes, ganhando entre R$ 5 e 6 por uma aula dada, sem disponibilizar de tempo para fazer pesquisas e implicando na queda do rendimento em sala de aula.

Artur Bruno ressaltou que nos últimos dias esteve participando de debate promovido pela Secretaria de Educação (Seduc) sobre o programa federal “Mais Educação”, que tem como objetivo incentivar as escolas a adotarem o sistema de tempo integral. Ele assegurou que até o final do ano serão implantadas 125 escolas de tempo integral. Para ele, o novo modelo de ensino não pode se limitar aos estados, mas se estender aos municípios. “Tem que chegar aos municípios. É preciso que as prefeituras busquem parceria com o Governo Federal. Nossas crianças e adolescentes precisam estar nas escolas de manhã e tarde, tendo aula de revisão, coral, música”, ponderou.

Fazendo um comparativo entre o governo Lula e o de Fernando Henrique Cardoso, ele informou que no último ano da gestão tucana foram investidos R$ 17 bilhões em educação, ao passo que no governo petista R$ 53 bilhões. No entanto, ele acredita que a área necessita de mais recursos e defendeu uma aplicação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) na pasta, e não 4,5%.

Quanto às escolas técnicas, ele explicou que em 100 anos de existência, o País possuía até 2002, 140 escolas técnicas, com perspectiva para mais 214 até o final do ano. No ensino infantil, ele afirmou que “a creche e a pré-escola estavam abandonadas e o presidente Lula criou o Fundeb e hoje nós temos todos os níveis de ensino”.
LS/CG


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