Principal > Imprensa > Notícias
  Icone EnviarENVIAR PARA UM AMIGO Icone ImpressoraIMPRIMIR Icone VoltarVOLTAR
Notícias Diminuir Fonte Aumentar Fonte
Linha

Dep. Heitor Férrer (PDT)
25.06.2008


O deputado Heitor Férrer (PDT), em pronunciamento na sessão desta quarta-feira (25/06) da Assembléia Legislativa, comentou matéria publicada pelo jornal O Povo, destacando a aprovação popular de mais de 85% ao programa Ronda do Quarteirão, ao mesmo tempo em que constata que houve um aumento de 28% dos casos de execuções, mais 24% de ocorrências de roubos e 14,9% de furtos. “O Ronda do Quarteirão, com seis meses de funcionamento, já é um marco positivo do Governo Cid Gomes e, certamente, servirá de modelo para outros estados. Mas esses números evidenciam que ele, por si só, não resolve o problema, há um recrudescimento da violência, mostrando que precisamos é de políticas públicas de inclusão social”, acrescentou ele.

Heitor Férrer acredita que, sozinho, o Ronda não pode resolver um problema que é social, porque as medidas não podem ser apenas de repressão. “O secretário de Segurança, Roberto Monteiro, já afirmou que o Ronda do Quarteirão dá ao cidadão a sensação de segurança, mas não a segurança propriamente dita. Foram gastos R$ 57 milhões com o programa. Se for preciso gastar R$ 100 ou R$ 200 milhões, que se gaste para dar uma segurança efetiva, até porque o governador Cid Gomes elegeu essa área como prioridade”, destacou.

O parlamentar pedetista disse que se não houver uma determinação do Estado no sentido de estabelecer políticas públicas de inclusão social, a marginalidade será crescente. Para ele, muitas pessoas que roubam equipamentos de som dos carros, por exemplo, o fazem como se estivessem exercendo uma profissão, para garantir o próprio sustento. Muitas vezes, quando há o encontro dele com o dono do veículo, termina em violência e morte. “Porque o que garante o pão é o trabalho e quem não tem como trabalhar faz da marginalidade o seu ofício para garantir o sustento”, acrescentou.

Em aparte, o deputado Roberto Cláudio (PHS) disse que o pronunciamento de Heitor Férrer demonstra que o problema não depende somente de políticas públicas de segurança, mas sim de inclusão social em áreas como educação, emprego, saúde e lazer. Para ele, não é a diferença da renda per capita entre as classes, mas sim, o nível da desigualdade de renda entre elas que gera os problemas de segurança pública.

Quanto aos números apresentados por Heitor, Roberto Cláudio disse que têm que ser analisados com cuidado porque, a partir da implantação do Ronda, passou-se a registrar ocorrências que antes a população não identificava. “Por isso, é preciso cautela porque esses números podem não significar um crescimento real. Além disso, o Ronda é apenas uma ferramenta de segurança pública que faz parte de uma política maior”, prosseguiu.

Finalizando, Heitor Férrer informou que fará requerimentos solicitando em detalhes ao Governo todas essas estatísticas que foram divulgadas pelo jornal O Povo, para acompanhar e ver se esses números se estabilizam ou diminuem nos próximos seis meses. De minha parte quero que o Ronda traga mais segurança ao povo, e não somente a sensação”, concluiu.
LU