Município
Itatira
A ocupação do território de Itatira origina-se da presença de povos indígenas, especialmente das etnias Jenipapo e Canindé, da chegada dos sesmeiros por meio das Cartas de Sesmarias, e do estabelecimento de foreiros mediante aforamentos de terras junto às autoridades de Quixeramobim e à Freguesia de Canindé. A região das serras da Samambaia, da Mariana e das nascentes dos rios Curu e Banabuiú, originalmente habitada por diversas etnias tapuias, passou a ser ocupada por portugueses a partir da expansão da colonização no século XVII, passando a ser conhecida como serra do Machado. Entre os marcos da formação territorial estão a criação da fazenda São Gonçalo, núcleo inicial de Itatira, e o surgimento do povoado de Belém, próximo à serra da Mariana. As condições favoráveis à agropecuária estimularam o cultivo de algodão, maniçoba, café e leguminosas, e a serra do Machado passou a ser uma importante área de produção agrícola para Quixeramobim e Canindé. No início do século XX, a região já contava com três usinas produtoras de rapadura, açúcar e aguardente, e, em 1955, Itatira figurou entre os municípios de maior produção de algodão. A religiosidade também marcou a formação local, dando destaque à capela de Belém, dedicada ao Menino Deus, construída em 1870 e atualmente é a igreja matriz. A partir dos povoados de São Gonçalo e Belém, o município de Itatira consolidou-se em 1951, com território formado por terras de Canindé e Quixeramobim. O nome Itatira vem do tupi, de ita (pedra) e tira (áspero), em referência às serras e pedras da região.
Fontes consultadas
IBGE | INEP/IDEB | SENATRAN | Prefeitura Municipal de Itatira | Rome2Rio, rota rodoviária Fortaleza–Itatira
Data de consulta: 20 de agosto de 2026