Lavras da Mangabeira

Lavras da Mangabeira surgiu no contexto de mineração no Vale do Cariri, abrangendo áreas como Fortuna, Barreiros e Morros Dourados. Em meados do século XVIII, mineradores chegaram ao território atraídos pela expectativa de encontrar ouro, formando rapidamente um movimentado arraial. O processo histórico da mineração teve antecedentes em 1712, quando o Governo de Pernambuco demonstrou interesse em iniciar a exploração no Cariri, e ganhou impulso em 1752 com a atuação de Luís Quaresma Dourado e, posteriormente, do sargento-mor Jerônimo Mendes da Paz. A notícia da existência de ouro no local atraiu numerosos moradores, ourives e mineradores, contribuindo para a formação do seu núcleo urbano. Em 1758, a notícia da supressão das minas do Cariri espalhou-se e, a partir de 1767, a exploração aurífera foi substituída progressivamente por atividades de agricultura e pecuária. O antigo arraial, marcado pela mineração, recebeu diferentes denominações ao longo do tempo, entre elas, Mangabeira, Lavras, São Vicente Férrer e São Gonçalo de Lavras, até finalmente consolidar-se como Lavras da Mangabeira. A trajetória histórica da mineração, somada à extensão territorial e à posição regional do local, contribui para a identidade cultural e institucional do município.

 

Fontes consultadas

IBGE | INEP/IDEB | SENATRAN | Prefeitura Municipal de Lavras da Mangabeira | RotaMapas, rota rodoviária Fortaleza–Lavras da Mangabeira

Data de consulta: 20 de agosto de 2026