Milagres

A história de Milagres remonta ao início do século XVIII, quando Bento Correia Lima solicitou terras na região do riacho dos Porcos. A ocupação efetiva ocorreu por volta de 1735, após o fim dos conflitos com os indígenas Kariri que resistiam à expansão colonial durante a chamada Guerra dos Bárbaros. Bento Correia Lima estabeleceu no Sítio Pilar uma sede de fazenda e um engenho de pau, contribuindo para a prosperidade da região. Em 1740, doou à Sé de Olinda um terreno próximo ao Sítio Pilar para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora dos Milagres. Sua construção foi o marco da origem da povoação, que se desenvolveu como centro econômico do Cariri, sobretudo pela pecuária e pela produção de açúcar, rapadura e cachaça. Após a seca de 1745, a povoação foi parcialmente abandonada, mas voltou a atrair colonizadores em 1749, quando a capela foi reconstruída. Nas décadas seguintes, novas fazendas de criação de gado e engenhos de rapadura consolidaram a atividade econômica local. No século XIX, Milagres passou a reivindicar autonomia política e, em 1842, foi elevada à categoria de freguesia. Conquistou sua emancipação em 17 de agosto de 1846, tornando-se vila independente. Na segunda metade do século XIX, manteve sua importância econômica com a produção de gado, cana-de-açúcar e algodão. Atualmente, o município de Milagres conta com mais de 25.000 habitantes (2022) e destaca-se por seu desenvolvimento econômico, materializando sua força política no Estado do Ceará.

 

Fontes consultadas

INEP/IDEB | SENATRAN | Prefeitura Municipal de Milagres | Rome2Rio, rota rodoviária Fortaleza–Milagres

Data de consulta: 20 de agosto de 2026