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FORTALEZA 300 ANOS DE HISTÓRIA E MEMÓRIA: CRÔNICAS SOBRE A TERRA DO SOL
Longo tem sido o caminho que marcou esses trezentos anos da Fortaleza amada. Da primeira planta de Manoel Francês em 1726,
passando por Silva Paulet que mapeou a vila, até Adolfo Herbster da primeira planta, muitas águas rolaram pelo Maranguapinho,
desembocaram no Ceará e caíram nos braços da Barra do Ceará.
Cada história aqui narrada guarda seus segredos, revela uma maneira em que cada cronista enxerga e dialoga com a cidade. Por isso, essa pluralidade é, sem dúvida, bastante rica. Nesse sentido, as narrativas revelam sentimentos, mostram-nos um tanto de
epopeias, comédias e outro tanto de tragédias, afinal, a história se inebria com diferentes episódios; risos, espantos e também
lágrimas, como nos lembra Hannah Arendt; toda dor pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história. Nesse
itinerário, envereda o professor Ribeiro Júnior quando nos fala sobre a Fortaleza enlutada por ocasião da epidemia de varíola na
segunda metade do século XIX. Algo muito forte, mas é o que a cidade viveu e o luto prevaleceu.