ATA DA 214.ª (DUCENTÉSIMA DÉCIMA QUARTA) SESSÃO SOLENE DA 3.ª (TERCEIRA) SESSÃO LEGISLATIVA DA 31.ª (TRIGÉSIMA PRIMEIRA) LEGISLATURA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ.
Às nove horas e cinquenta minutos do dia quinze de dezembro de dois mil e vinte e cinco compareceu ao Plenário 13 de Maio a deputada eleita, diplomada e empossada para a Trigésima Primeira Legislatura do Estado do Ceará, Larissa Gaspar.
Invocando a proteção de Deus, a presidente Larissa Gaspar declarou aberta esta sessão solene em homenagem aos grupos teatrais Pavilhão da Magnólia e Companhia Prisma de Arte, em atendimento a requerimento de sua autoria, subscrito pelo deputado Antônio Henrique e o à época deputado David Vasconcelos, deferido pela Presidência da Alece.
A presidente Larissa Gaspar convidou para compor a mesa Adriana Almeida, vereadora de Fortaleza; Luisa Cela, secretária da Cultura do Estado do Ceará; Ticiane Studart, secretária executiva da Cultura de Fortaleza e Silviane Lima de Freitas, presidente do Pavilhão da Magnólia e Raimundo Moreira, presidente da Companhia Prisma de Arte.
De início, oitiva do Hino Nacional, seguida da exibição de vídeo institucional da Alece.
O mestre de cerimônias Stenio Viana fez autodescrição e informou que o Pavilhão da Magnólia celebra duas décadas de dedicação às artes cênicas posicionado entre os grandes expoentes do teatro brasileiro contemporâneo; que o grupo investe em múltiplos caminhos de criação, dialoga com artistas da cena cultural de seu território e explora novas linguagens, de modo a ampliar os limites do que se entende por teatro, tanto para o público adulto quanto para as infâncias; que a Companhia Prisma de Arte foi fundada em 1985 e sua história está enraizada nas periferias da cidade, formada por atores e atrizes que expressam suas realidades com o suporte da produção artística; que a companhia participa ativamente da vida comunitária e contribui para a disseminação dos valores de sua cultura; que promove e protagoniza eventos de lazer, exibindo nos palcos a realidade das lutas cotidianas.
A presidente Larissa Gaspar agradeceu a presença de todas as pessoas, parabenizou o Pavilhão da Magnólia e o Prisma de Arte pelo importante legado cultural, reiterou o compromisso da Alece em defesa de políticas públicas culturais como direito do povo; que o Pavilhão reúne pensadores de todas as regiões do Estado que criam, imaginam e estimulam o pensamento crítico através do teatro de grupo, enquanto a Companhia das Artes está fortemente vinculada à cultura popular e à comunidade, executando ações de incentivo à leitura e à transformação de realidades, promovendo festivais, caravanas de leitura, blocos carnavalescos, grupos juninos e de reisado.
Adriana Almeida salientou como os dois grupos marcam a cultura do Ceará; que a arte é direito de todos e responsabilidade do poder público, por isso é tão importante valorizar essas duas entidades que trabalham há tantos anos com arte e educação mantendo o foco nas raízes cearenses e na vida coletiva.
Luisa Cela afirmou que o Governo do Estado assumiu a missão de promover política cultural de forma universal e que grupos como o Pavilhão da Magnólia e a Companhia Prisma de Arte são peças fundamentais para essa construção; que as estratégias utilizadas por esses grupos em épocas em que o poder público não se fazia presente serviram de ensinamento, e nos dias de hoje, com a experiência adquirida, ajudam a construir uma nova realidade com a ajuda de parceiros diversos; e reforçou o significado dos coletivos para as artes cearenses e brasileiras.
Raimundo Moreira relembrou fatos da trajetória do Prisma de Arte, revelou que a vontade de fazer teatro é a motivação principal do grupo desde a época da criação, em 1985, quando não haviam editais de cultura nem Lei Rouanet; que o desejo de fazer teatro, de estar no bairro onde se vive e perto de entes queridos faz toda a diferença, e que o fazer teatro tem a potência de transformar a si mesmo e as pessoas do entorno.
Nelson Albuquerque, representando o Pavilhão da Magnólia, agradeceu o reconhecimento e o estendeu às pessoas envolvidas com o teatro cearense; expôs satisfação e gratidão a quem considera os grupos teatrais ora homenageados como referência e que em vinte anos de existência muitas pessoas chegaram para somar e que juntos travaram batalhas nem sempre vitoriosas, porém todas as conquistas são coletivas e relacionadas à visibilidade das artes cênicas e das expressões da cultura popular.
Ao final, oitiva do Hino do Estado do Ceará.
Sem mais a tratar, a presidente Larissa Gasparencerrou esta solenidade.