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Psicóloga fala sobre diagnóstico e tratamento do Alzheimer no Conexão Alece

Por Giovanna Munhoz
19/10/2026 10:32 | Atualizado há 3 horas

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A psicóloga Luciane Ponte em entrevista à jornalista Kézya Diniz. A psicóloga Luciane Ponte em entrevista à jornalista Kézya Diniz. - Foto: Bia Medeiros

O Conexão Alece, programa multiplataforma da Alece FM (96,7 MHz), entrevistou, nesta segunda-feira (19/10), a psicóloga Luciane Ponte, que esclareceu questões relacionadas ao diagnóstico e ao avanço da doença de Alzheimer. A condição afeta a memória e a autonomia de quem recebe o diagnóstico, além de transformar a rotina e a dinâmica de toda a família.

A psicóloga explicou que o Alzheimer é o tipo mais comum de um grupo de doenças conhecidas como demências. “Trata-se de uma doença neurodegenerativa, diretamente relacionada ao envelhecimento, que afeta progressivamente o cérebro, comprometendo aspectos da cognição e do comportamento”, explicou.

Luciane Ponte, mestre em Psicobiologia, ressaltou que o diagnóstico é realizado pelo médico a partir da avaliação de diferentes informações, exames e testes. Segundo ela, não existe apenas um exame capaz de determinar isoladamente que uma pessoa tem Alzheimer. Ela observou, porém, que a doença é bastante pesquisada e que atualmente existem exames que permitem chegar ao diagnóstico com um grau maior de certeza.

Segundo a psicóloga, é preciso ter cuidado ao avaliar esquecimentos e sua possível relação com a demência. “Muitas vezes, esquecimentos são apenas resultados da desatenção. Estamos sempre submetidos a uma grande quantidade de informações e demandas, e o esquecimento pode ser consequência desse excesso. No caso do Alzheimer, essas alterações passam a comprometer a funcionalidade e a realização de atividades cotidianas. Portanto, é importante sempre buscar um profissional”, disse.

A psicóloga Luciane Ponte concedeu entrevista à jornalista Kézya Diniz. - Foto: Bia Medeiros

De acordo com a especialista em Neuropsicologia e Psicologia Hospitalar, sinais como se desorientar em caminhos conhecidos ou deixar de conseguir realizar tarefas que antes faziam parte da rotina, como preparar uma receita habitual, podem indicar comprometimentos das funções cognitivas e precisam ser investigados. “Em caso de desconfiança, é preciso buscar médicos neurologistas, geriatras ou psiquiatras, que estão entre os profissionais que podem realizar essa investigação”, afirmou.

Segundo ela, embora o Alzheimer não tenha cura, existem tratamentos farmacológicos e não farmacológicos que retardam a progressão da doença e contribuem para uma melhor qualidade de vida. “O acompanhamento da pessoa que recebe o diagnóstico envolve ainda profissionais de diferentes áreas, como fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos”, salientou.

A especialista chamou atenção também para a importância do diagnóstico precoce. Segundo estudos citados por ela, a cada cinco idosos com demência no Brasil, quatro não possuem diagnóstico. “Informação é poder. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, mais cedo é possível iniciar o tratamento e trabalhar para preservar a autonomia do paciente”, explicou.

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a importância da rede de apoio. “É fundamental compreender que comportamentos como repetir perguntas ou relatar situações que não aconteceram são decorrentes da doença e que discutir ou confrontar o paciente não ajuda”, exemplificou.

Para ela, a família precisa estar preparada para dividir os cuidados, e os cuidadores precisam reconhecer os próprios limites e reservar espaço para o autocuidado. “Quem assume essas funções pode acabar se sentindo isolado, por isso o apoio de familiares e amigos é essencial”, apontou.

Psicóloga Luciane Ponte. - Foto: Bia Medeiros

Luciane Ponte é mestre em Psicobiologia, especialista em Neuropsicologia e Psicologia Hospitalar, com aperfeiçoamento em Neuropsicobiologia e pós-graduação em Gerontologia e Neurociências. É também coordenadora do Mês Mundial da Doença de Alzheimer e vice-presidente da Associação Brasileira de Alzheimer no Ceará (Abraz-CE).

Produzido por Kássia Braga e apresentado por Kézya Diniz, o Conexão Alece pode ser acessado no Alece Play, plataforma de vídeo disponível para download no Google Play, em celulares Android, ou acessada pelo navegador no celular, tablet, computador e smart TV. 

O programa vai ao ar às segundas-feiras, na Alece FM e no YouTube, a partir das 8h, com reprises na Alece TV às 20h30. Além disso, fica disponível em formato de podcast nas principais plataformas de áudio: Spotify, Deezer e Apple Podcasts.

Edição: Gleydson Silva

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