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CRS da Alece realiza intercâmbio com organização de Moçambique

Por Guilherme de Andrade
05/11/2026 16:04 | Atualizado há 2 horas

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CRS da Alece realiza intercâmbio com organização de Moçambique - Foto: José Leomar

O Comitê de Responsabilidade Social (CRS) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) recebeu, nesta quinta-feira (05/11), o presidente da Associação KUKULA de Moçambique, Joaquim Constantino. O encontro contou com a participação da coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Inovação Social (NEPISS) da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), professora Cinthia Fonseca.

A iniciativa buscou promover o intercâmbio de experiências na área social e educacional, a partir da apresentação dos projetos desenvolvidos pelo CRS em parceria com a Unilab, como o Fortalecer Laços, Germinar Direitos e Selo Alece Conselho Tutelar, e iniciativas junto às comunidades do entorno da Casa Parlamentar, além de conhecer as ações da Associação KUKULA. 

Orientadora da Célula de Saúde Mental e Práticas Sistêmicas Restaurativas do CRS, Antonete Freitas ressaltou que o encontro possibilitou a exportação de conhecimento sobre a prática de políticas públicas. “Estamos tendo a possibilidade do atendimento (do CRS) ser estendido para outros países, através do NEPISS, com essa parceria com a Unilab”, pontuou. 

O intuito, segundo ela, é participar da formação de profissionais que vão contribuir não só com as políticas públicas no Brasil, como também nos seus países e comunidades. “Eles estão aprendendo aqui sobre como construir no país deles, como melhorar a vida de toda aquela comunidade”, concluiu Antonete. 

A principal meta da associação KUKULA é garantir acesso ao ensino superior dos estudantes moçambicanos que vivem no Brasil. Portanto, a visita do presidente da organização serviu para ter maior conhecimento sobre o funcionamento da Unilab, universidade que possui 30% dos alunos oriundos de países africanos de língua portuguesa, além de poder fazer ou encontrar parcerias sociais que promovam o acesso à referida educação.

- Foto: José Leomar

O presidente da Associação KUKULA, Joaquim Constantino, falou da importância da visita à Alece. “É uma honra estar aqui na Assembleia Legislativa para poder conhecer o funcionamento, buscar parcerias, compreender a atividade da Assembleia enquanto protetor e fazedor da legislação que promove assistência social. O Brasil tem nos ensinado muito a colocar o pobre no orçamento, o que significa garantir que o sistema de governação seja voltado para as pessoas”, pontuou.

O ganho desse conhecimento ajuda os estudantes moçambicanos a perceberem, o que ainda falta ser feito no seu local de nascimento, acrescentou Joaquim. 

Cinthia Fonseca afirmou que a Unilab tem atuado para construir profissionais que possam retornar para os seus respectivos países de origem para fortalecer as políticas sociais locais. Pensando nisso, a coordenadora do NEPISS resolveu apresentar as ações que a Alece vem desenvolvendo na área de responsabilidade social como exemplo a ser replicado.

“Achei que dialogava muito com o que a gente pode tentar construir com esses estudantes de Moçambique, que estão aqui em processo de formação e pensando em como fortalecer as políticas públicas no seu país”, explicou a professora.

Uma das estudantes moçambicanas da Unilab, Minolda José, participou do encontro na Alece e ressaltou o trabalho realizado pela universidade junto aos alunos africanos. “A Unilab é fruto de políticas públicas aqui no Brasil e dá oportunidade a muitos jovens da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). É uma universidade que nos faz ter outros horizontes”, afirmou. 

Por meio do curso de Serviço Social, Minolda recebe a oportunidade de pensar nas políticas públicas sociais em nível de Brasil e de Moçambique. “É muito importante estar aqui e também poder aprender sobre lá. Em comparação com Moçambique, o Brasil é um país de oportunidades, onde a gente pode ter acesso. O acesso faz toda a diferença para quem pensa em transformar o mundo, e eu sou uma dessas pessoas”, encerrou. 

Edição: Gleydson Silva

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