Ordem do Dia

Heitor Férrer diz que fechamento de biblioteca é um paradoxo do Estado

Por ALECE
11/12/2014 17:11 | Atualizado há 11 meses

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Dep. Heitor Férrer ( PDT ) Dep. Heitor Férrer ( PDT ) - foto: Máximo Moura

O deputado Heitor Férrer (PDT), em pronunciamento durante o tempo de liderança da sessão plenária desta quinta-feira (11/12), afirmou que o fechamento da Biblioteca Menezes Pimentel por falta de manutenção é um verdadeiro paradoxo do Governo do Estado. Ele destacou que, há poucos dias, o Legislativo aprovou uma lei dando aos detentos do Estado o direito de reduzir as suas penas em quatro dias por cada livro lido. Enquanto isso, aquele que busca a leitura espontaneamente não dispõe de nenhum acervo bibliográfico, porque o Executivo não atendeu aos reclames da sociedade e não deu condições de funcionamento ao equipamento público, afirmou o parlamentar.

Heitor Férrer observou que a comunidade, através dos meios de comunicação, tem cobrado veementemente a recuperação da principal biblioteca do Estado, que hoje se encontra sem aparelhos de ar condicionado, sem elevadores, com os banheiros danificados, infiltrações e com o teto ameaçado de desabamento.

“Quem busca cultura e não pode comprar um bom livro está sendo fortemente prejudicado em sua formação. Na Menezes Pimentel encontram-se obras raríssimas, que estão agora ameaçadas pela falta de condições da biblioteca de abrigar o seu acervo”, acentuou Heitor Férrer, citando recente entrevista realizada pelo secretário de Cultura do Estado, Paulo Mamede, ao jornal O Povo.

Conforme Heitor, na matéria, Mamede traçou diagnóstico “desolador” da pasta, que tinha, há cerca de um ano e seis meses, um déficit de R$ 250 mil mensais, além de telefones cortados, nenhuma obra licitada e ameaça de corte da energia elétrica. “Na biblioteca há obras raras, de um valor histórico enorme para o Estado, mas o Governo não teve sensibilidade de olhar para o equipamento. É uma falta de respeito com a cultura do Estado e com os que gostam de ler e que buscam o equipamento para pesquisar e aprender”, pontuou.

O parlamentar eximiu de culpa os secretários de Cultura que se revezaram na pasta desde o início do primeiro governo de Cid Gomes. Conforme frisou Heitor, os secretários dependem de recursos que são liberados pela Secretaria da Fazenda, com autorização do governador. “Se não há esse recurso, nada podem fazer, apesar de a pasta ter sido dirigida por pessoas de reconhecia competência, como Auto Filho e o deputado Professor Pinheiro (PT), que antecederam Paulo Mamede”, avaliou.

Heitor considerou ainda que o Governo fez obras dignas de destaque, como o estádio Arena Castelão, o Centro de Eventos, hospitais regionais, mas, na área de cultura, “foi um desastre”.

JS/CG

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