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Audic Mota pede solução de crime que vitimou empresário

Por ALECE
01/04/2015 14:25 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Audic Mota (PMDB) Dep. Audic Mota (PMDB) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Audic Mota (PMDB) avaliou, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (01/04), o quadro da segurança pública no Estado e, em particular, o assassinato do empresário Antonio Rivadávio Teixeira, natural do município de Catarina. De acordo com o parlamentar, “foi uma ação maldosa de pessoas sem escrúpulos. Ele foi morto com 17 facadas, em seu próprio apartamento, no bairro Vila União em Fortaleza”.  

Esse caso, conforme o deputado, oferece possibilidade de uma linha de investigação em razão de câmaras de segurança instaladas no local do crime. “A partir das imagens gravadas, há fortes indícios de quem seria os autores. Todavia, o que nos espanta é a falta de ação enérgica do aparato policial. O criminoso foi localizado, ouvido e simplesmente liberado. Uma pessoa dessa solta vai apagar qualquer resquício de provas que possa existir”, avaliou.

Para o parlamentar, é necessário mais empenho da Delegacia de Homicídios para encontrar a solução “desse e de tantos outros casos”. Audic Mota disse que é preciso levar para prisão preventiva o executor do crime e o mandante, para que esse caso vá a júri. “A vítima era uma pessoa querida pelos seus conterrâneos. A polícia, quando quer e tem estrutura, investiga e consegue desvendar o crime. Está faltando uma ação mais enérgica do aparato policial”, avaliou. O parlamentar ponderou que reeducar o criminoso é difícil, mas a punição também desencoraja outros atos criminosos.

De acordo com Audic Mota, a vítima havia passado o final de semana com os quatro filhos, mas poucos minutos depois foi alvo de facadas.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) se solidarizou com a família da vítima. “Não podemos entender isso como uma coisa comum e normal. A população fica se questionando se existe justiça. O que incomoda mais do que o crime é a impunidade do agressor”, assinalou.

O deputado Capitão Wagner (PR), também em aparte, disse que a polícia está fazendo a parte dela. Ele também reconheceu que a impunidade é a grande propulsora da violência no Ceará.
JS/AT

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