Carlomano Marques comenta esquema na Petrobrás e operação na Itália
Por ALECE21/11/2014 15:09 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Carlomano Marques (PMDB) comparou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (21/11), o escândalo de corrupção na Petrobrás com a Operação Mãos Limpas, que investigou as ligações entre a máfia e os partidos políticos no início dos anos 1990, na Itália. De acordo com o parlamentar, a operação mudou a política italiana e ele espera que o mesmo aconteça no Brasil nas investigações em curso no caso da Petrobras.
Segundo o peemedebista, a operação italiana atingiu entidades como o Vaticano, alcançou administradores públicos, como ex-primeiros ministros, e extinguiu quatro grandes partidos. “O petrolão é um tremor de terra antecedido por um cisma de pequena monta que foi o mensalão. Isso pode ser atestado pela declaração do ministro do Supremo, Gilmar Mendes, que afirmou que o mensalão, comparado com o petrolão, não deveria ter sido objeto do STF, mas sim de um tribunal de pequenas causas”, salientou Carlomano.
Ainda confirme o parlamentar, a fase da nitroglicerina nas investigações sobre o escândalo da Petrobras ainda não chegou e vai aparecer quando os nomes de políticos envolvidos no esquema de corrupção forem revelados. “Essa relação assume uma dimensão maior para o nosso Estado, porque durante a campanha ao Governo, o candidato Eunício foi acusado em várias ocasiões de ter se enriquecido ilicitamente com favores da Petrobras, e veremos no final onde está a verdade”, ressaltou o parlamentar.
Em aparte, o deputado João Jaime (DEM) destacou que o Brasil tem uma grande oportunidade de passar a limpo a história de um esquema sistemático que foi montado na Petrobrás para desviar dinheiro. “A imprensa vem falando que o esquema era para campanhas e partidos, mas temos visto que a maior parte do dinheiro era para enriquecimento pessoal, visto que só um diretor de quarto escalão da companhia se compromete a devolver R$ 250 milhões de sua conta pessoal”, pontuou João Jaime.
RG/AT
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