Oradores

Cavalcante denuncia perseguição aos permissionários do “esqueleto”

Por ALECE
20/08/2014 16:34 | Atualizado há 9 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Delegado Cavalcante ( PDT ) Dep. Delegado Cavalcante ( PDT ) - foto: Máximo Moura

O deputado Delegado Cavalcante (PDT) ocupou a tribuna no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (20/08) para denunciar possíveis perseguições sofridas por permissionários que ocupavam a estrutura do "esqueleto", no Centro de Fortaleza.

Os comerciantes foram remanejados para um local ao lado do Theatro José de Alencar, por conta da construção do Vapt Vup, do Governo do Estado. De acordo com o parlamentar, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no entanto, embargou a mudança dos permissionários para o local por entender que as montagens das barracas tomavam a frente da fachada do Teatro José de Alencar.

“Eu vim para esta Casa e vi que qualquer situação material depende da vontade pública, e como um gestor que tem responsabilidade, vou defender com todas as minhas forças um projeto que gera 1.400 empregos. Agora não admito politicagem com essas pessoas”, afirmou.

Delegado disse que, na segunda eleição do governador Cid Gomes, foi apresentado um projeto, e o Iphan, sem conhecer a sua importância, resolveu embargar. “Infelizmente, as gestões do órgão nunca entenderam o que era aquilo. Lembro do Beco da Poeira, que, antes de ser derrubado, a justiça deu uma liminar e tiraram o pessoal de lá como se fosse bicho”, ressaltou.

Segundo o deputado, o Iphan justificou a retirada dos permissionários dizendo que estava preocupado com a segurança dos comerciantes. “Colocaram aquelas pessoas numa construção provisória e depois alegam que elas vão cobrir a frente do teatro”, afirmou.

Cavalcante esclareceu que não está incentivando uma guerra, mas  disse que está indignado com um órgão que é para preservar o patrimônio e que não conhece a obra. “Prejudicam 1.400 famílias, que geram emprego e renda para 30 ou 40 mil pessoas. Peço ao Iphan que vá in loco ver a situação, ninguém vai invadir, lá tem pessoas de bem e não terá invasão nenhuma. Eles já estão abrindo mão do que era deles, porque lá é deles”, pontuou.

DF/CG

Veja também