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Cláudio Pinho cobra celeridade para melhoria da saúde pública do Estado

Por Luciana Meneses
27/04/2023 11:14 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Cláudio Pinho (PDT) Deputado Cláudio Pinho (PDT) - Foto: José Leomar

O deputado Cláudio Pinho (PDT) cobrou celeridade na melhoria do serviço de saúde pública do Estado, durante pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quinta-feira (27/04).

A saúde pública do Ceará, na avaliação do parlamentar, está agonizando e o Governo do Estado estaria atribuindo a culpa ao prefeito de Fortaleza, José Sarto. “Há dois anos, quando tínhamos os problemas de saúde, era fácil dizer que o problema era o presidente Bolsonaro. Agora não podemos dizer a mesma coisa, pois o presidente é aliado. E aí sobrou para Sarto, que, mesmo com muitos o aconselhando a trancar as portas do IJF para não atender mais pacientes do Interior, afirmou que jamais faria isso pois a saúde pública precisa estar a serviço de todos”, salientou.

Cláudio Pinho apelou às gestões da Capital e do Estado para se unirem em busca de uma solução, pois quem sofre com toda essa problemática é o cidadão cearense. “Se o Elmano (de Freitas) quer resolver esse problema, vamos nos unir e ver o que é possível fazer. Se Fortaleza precisa contribuir ainda mais e ver como o Estado pode dar sua parcela, pois enquanto acusam a Capital de fechar suas portas, a realidade é que ela investe praticamente sozinha na traumatologia e oncologia do IJF”, apontou.

O deputado afirmou ainda que não acredita que o governador Elmano, enquanto democrata e vindo de movimentos populares, perseguiria o fortalezense ao deixar de contribuir com a saúde pública por questões políticas. “Os secretários de saúde precisam sentar e pensar juntos uma estratégia, pois nesse momento estão tratando os fortalezenses que procuram o Albert Sabin como um não cearense. A saúde deve servir a população do Estado como um todo”, concluiu.

Em aparte, o deputado Felipe Mota (União) disse que a postura do Estado em culpar a prefeitura de Fortaleza pela situação crítica da saúde pública não colabora em nada para a solução do problema. “Só quem sofre com isso é o cearense. A oncologia do IJF tem um custo de R$ 144 milhões, sendo R$ 21 milhões oriundos da União, R$ 20 milhões da Programação Pactuada e Integrada de Saúde (PPI) e R$ 103 milhões da prefeitura. Pergunto por que esses secretários não se reúnem e pensam soluções para isso. Não queremos saber quem está errado, queremos que resolvam o problema”, criticou.

O deputado Jeová Mota (PDT) assinalou que no Hospital Albert Sabin, entre janeiro e março deste ano, dos 4.984 atendimentos, 3.934 pessoas eram de Fortaleza. “Quero lembrar ainda que foram investidos R$ 24 milhões na construção do IJF 2, no âmbito da iniciativa Juntos por Fortaleza. E, além do IJF, a Sesa investe R$ 487 milhões por ano na política de incentivo hospitalar, beneficiando outros 145 hospitais polos, estratégicos e de pequeno porte em todas as regiões cearenses, o que ajuda a diminuir a pressão assistencial no IJF”, frisou.

Edição: Adriana Thomasi

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