Cláudio Pinho cobra posição administrativa ao Governo do Estado
Por Lincoln Vieira11/04/2023 18:04 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Cláudio Pinho (PDT) cobrou, durante o segundo expediente da sessão plenária desta terça-feira (11/04), clareza ao governador Elmano na gestão do Poder Executivo quanto aos rumos do Estado.
O parlamentar argumentou que é natural que um gestor não apresente muito trabalho em 100 dias, entretanto o tempo é suficiente para apontar os rumos da administração de um Poder Executivo. “Em 100 dias, nós temos um rumo, se a nossa gestão vai ser de austeridade ou de gastança, de criação de cargos e planejamento”, pontuou.
Cláudio salientou que viu contradições no início do Governo Elmano e que não sabia se a administração é de situação ou de oposição, “por se deparar com propostas como a que retirou subsídios de empresas que geram empregos no Ceará”.
“O governo anterior dava subsídios e buscava empresas, e o governador Elmano, apoiado por Camilo, mandou para a Alece a extinção dos benefícios. Fiquei preocupado no dia da votação, pois tudo que chega aqui tem que ser votado na mesma hora, mas em 45 dias veio o resultado. As empresas ameaçaram fechar as portas, aumentando o desemprego, e o governador mandou a correção da lei que ele tinha mandado e a Casa votou a favor. E votou a mesma lei acabando com a lei anterior”, lembrou.
O deputado criticou também a extinção da Funsaúde. Conforme ele, a instituição foi criada para organizar a saúde estadual, com a garantia do funcionamento dos hospitais para a realização de cirurgias. “Na semana passada, votamos a extinção da Funsaúde na certeza que os profissionais concursados seriam contratados para os hospitais funcionarem. É triste chegar em um hospital e o diretor nos informar que são realizadas 10 ressonâncias magnéticas por dia, enquanto em uma clínica particular são realizados 40 exames entre as 7h e as 22h”, avaliou.
Ele criticou ainda a não liberação de recursos para a realização de obras na construção civil no Ceará. O parlamentar argumenta que a paralisação das obras reflete prejuízos econômicos ao Estado.
Em aparte, o deputado Antônio Henrique (PDT) compartilhou informação recebida por vereador de um município do interior segundo a qual a cidade não conta com estrutura de saúde para atender a população. “Se uma pessoa quebrar um dedo tem que enviar para Fortaleza”, contou.
Edição: Clara Guimarães
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