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Dra. Silvana cobra respostas sobre atendimentos de emergência no HGF

Por Ricardo Garcia
01/03/2023 11:47 | Atualizado há 9 meses

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Deputada Dra. Silvana (PL) Deputada Dra. Silvana (PL) - Foto: Junior Pio

A deputada Dra. Silvana (PL) cobrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (01/03), realizada de forma presencial e remota, uma nota pública do Governo do Estado para justificar, com todos os detalhes, a restrição dos atendimentos de emergência do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).

A população cearense precisa saber os motivos que levaram a essa situação na unidade e se esse tipo de conduta vai ser corriqueira no Estado, segundo a parlamentar.

“É uma atitude completamente irresponsável e criminosa, porque a população não foi avisada com antecedência. Nem a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) foi avisada. É muito grave o que está acontecendo. A saúde está nas mãos de quem? Ninguém sabe de nada”, criticou Dra. Silvana.

A deputada lamentou ainda ter sido impedida de entrar no HGF, com uma comitiva de parlamentares estaduais. “Seguranças impediram a nossa entrada no hospital. Sou médica, tenho 30 anos de exercício da profissão e não posso ser barrada”, afirmou.

Na avaliação da parlamentar, falta gestão e boa vontade na condução da saúde no Estado. “Eu nunca vi uma emergência fechar. Não se cria hospital do dia para a noite no Ceará, como os hospitais de campanha durante a pandemia? Por que não internar pacientes de forma digna?”, questionou.

Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) assinalou que “parlamentar não é barrado em porta de órgão público no exercício do seu trabalho”.

O deputado Felipe Mota (União) salientou a importância de defender as instituições e os recursos públicos gastos.

Para o deputado Alcides Fernandes (PL), a situação envolvendo o HGF é deplorável e comove a todos.

Para o deputado Leonardo Pinheiro (PP), um dos maiores desafios relacionados à saúde pública, não apenas no Ceará, mas no Brasil, diz respeito ao seu subfinanciamento. “O Sistema Único de Saúde (SUS) é um modelo excepcional, mas a sua tabela não é revista há mais de 20 anos”, pontuou.

Edição: Adriana Thomasi

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