Dra. Silvana defende-se de acusações contra seu partido
Por Luciana Meneses16/05/2023 11:50 | Atualizado há 9 meses
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A deputada Dra. Silvana (PL) defendeu-se das acusações de fraude à cota de gênero feitas ao Partido Liberal, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira (16/05).
Conforme denúncias contra o partido, houve fraude na cota de gênero, que estabelece um número mínimo de mulheres disputando as eleições. Com isso, desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no Ceará formaram maioria para cassar as candidaturas de deputados estaduais eleitos no Estado pelo Partido Liberal (PL) em 2022.
De acordo com a parlamentar, a Justiça não tem nada contra sua candidatura e a de seus colegas. “Esta deputada, Marta Gonçalves, Carmelo Neto e Pastor Fernandes não devem nada à Justiça. Outros partidos entraram contra nosso PL alegando candidaturas laranjas. As apontadas, uma tem mais de 100 votos e outra cerca de 30, e só vieram dizer que desconheciam as candidaturas um mês após as eleições? Isso muito me espanta”, questionou.
Dra. Silvana acrescentou ainda que segue com consciência tranquila e confiante em seus propósitos. “Se tenho alguma culpa é de estar entre os 10 mais votados do Estado. Se alguém não gosta dos meus discursos, tape os ouvidos. Sei que incomodo muita gente com minhas denúncias, mas vou continuar fazendo, porque essa é minha missão. O que acontece na minha vida tem permissão de Deus. E vou continuar me colocando contra o casamento gay e o aborto, mas em defesa da saúde pública de qualidade e a harmonia entre poderes, pois se o Poder Legislativo se amiudar, a democracia acaba”, declarou.
Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) lamentou a possibilidade de o Parlamento cearense perder quatro deputados, o que, no seu entendimento, seria “injustiça”. “É triste saber que podemos perder quatro brilhantes deputados eleitos de forma legítima. A senhora, o maior exemplo de mulher conservadora nesse plenário. Essa situação precisa ser questionada. Quinhentas mil pessoas cearenses podem perder seu direito de ser representadas nesta Casa, por um crime que não aconteceu”, avaliou.
Já o deputado Pastor Alcides (PL) disse estar tranquilo com a situação e afirmou ser uma grande hipocrisia a Justiça falar de cotas para mulheres e querer cassar o mandato de duas parlamentares. “Estamos falando de duas mulheres extremamente bem votadas e que representam muitos cearenses nesta Casa”, frisou.
Edição: Lusiana Freire
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