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Dra. Silvana diz ser possível desenvolver sem destruir o meio ambiente

Por ALECE
05/06/2015 15:06 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Dra. Silvana ( PMDB ) Dep. Dra. Silvana ( PMDB ) - foto: Máximo Moura

A deputada Dra. Silvana (PMDB) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (05/06), na Assembleia Legislativa, a Semana Mundial do Meio Ambiente, que se encerra no dia de hoje.

Segundo a parlamentar, o desenvolvimento de Fortaleza está se dando por meio da destruição de árvores, como se registrou na construção do viaduto no Parque do Cocó. Em contraponto, destacou que a Universidade de Fortaleza está encravada em uma área de 55 hectares onde a flora e a fauna são preservadas, demonstrando que é possível haver lucro sem destruição. “A universidade é um verdadeiro paraíso ecológico”, pontuou.

Dra. Silvana disse que está lutando para que se preserve “alguma coisa” da área verde da Capital. “O secretário Artur Bruno disse que a demarcação do Cocó sairá até o final do ano. Esperamos muito por isso”, ressaltou.

A deputada salientou que a cidade tem crescido sem planejamento. Segundo ela, há bairros como o Parque Araken, na Capital, onde as ruas são saneadas apenas em um lado, e o outro fica abandonado. “Antes de se fazer o asfalto, é importante que se faça o saneamento”, sugeriu.

Ela defendeu que a população tomasse como exemplo o planejamento da Unifor, que preserva o meio ambiente. “É possível se desenvolver sem destruir. Podemos ser agentes modificadores dessa realidade e sugerir meios mais sustentáveis de desenvolvimento”, disse.

O deputado Tomaz Holanda (PPS) também considerou importante a preservação do meio ambiente. “A Unifor está de parabéns por manter essa área verde. Tenho certeza que os moradores no entorno da universidade têm uma oxigenação melhor do que no restante da cidade, onde não há a mesma característica ambiental”, destacou.

O deputado Renato Roseno (Psol) disse que a questão ambiental é multifacetada, onde há uma disputa de paradigmas. “Não há crescimento infinito. É preciso que se respeite o meio ambiente”, enfatizou. O deputado lembrou que as mudanças climáticas estão matando as pessoas mais carentes, como aconteceu recentemente na Índia, por hipertermia (elevação anormal da temperatura do corpo). O parlamentar citou que mais de 50% da população do Estado não dispõe de esgoto, agravando os problemas ambientais. “Na área do semiárido a situação é muito pior, porque, mesmo quando há esgoto, os dejetos são lançados 'in natura' nos mananciais de água”.

JS/CG

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