Elmano Freitas aponta deliberações de reunião da CUT sobre momento político
Por ALECE07/07/2015 13:51 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Elmano Freitas (PT) avaliou, durante o primeiro expediente da Assembleia Legislativa desta terça-feira (07/07), as deliberações adotadas na última reunião ampliada da executiva nacional da CUT, realizada no último dia 30, sobre o atual momento político.
De acordo com o parlamentar, a central sindical analisou “com renovada preocupação” a crise econômica e política no País, que pode se reverter em “graves consequências sociais”. A entidade acentuou, conforme Elmano, que o momento requer um posicionamento firme na política e na economia, para defender o País e os trabalhadores.
O deputado frisou que o movimento sindical está sendo chamado a ser contra esse retrocesso. Para Elmano, só há um caminho para enfrentar o desafio: o da luta. Ele assinalou que o movimento “deve ocupar os sindicatos, ruas, meios de comunicação, redes sociais e o Congresso Nacional”.
Elmano observou que a CUT reafirma posição contrária à política do ministro Joaquim Levy, por seu caráter recessivo. “Se mantida a atual política haverá um retração econômica, ficando o País subordinado ao capital financeiro e aos interesses das empresas transnacionais”, acrescentou.
O parlamentar salientou também que a CUT reafirma que se opõe à proposta em curso no Congresso, que prevê mudanças na regra de partilha na exploração do petróleo para contratos de concessão, que retiraria, na sua visão, os royalties do pré-sal da saúde e da educação, para que esses recursos se transformem em lucro nas multinacionais. “Isso é traição ao povo brasileiro”, afirmou.
A CUT se posiciona ainda, conforme disse Elmano, contra a política da Petrobras de venda de ativos e corte dos investimentos. “A CUT ainda rejeita o ingresso de capital estrangeiro na área de saúde.” De acordo com o parlamentar, a entidade vai debater com os movimentos sociais e intelectuais saídas alternativas ao ajuste fiscal e fará no próximo dia 28 ato em frente o Ministério da Fazenda contra a política econômica recessiva.
O deputado Dr. Santana (PT), em aparte, disse que é importante a iniciativa da direção da CUT, apontando soluções, se propondo a discutir projetos para o País, que beneficiem os trabalhadores. “Na condição de dirigente do sindicato dos servidores públicos, quero anunciar que a categoria está lutando pela reposição de 27% das perdas salariais, ocorridas durante os últimos quatro anos”, assinalou.
O deputado Ely Aguiar (PSDC) considerou que não há mais clima para o Brasil quebre o estado democrático de direito e derrube o Governo. “A administração do PT está pagando o preço porque não teve o cuidado de colocar pessoas competentes para gerir o País. Mas Dilma tem de terminar o mandato e depois o povo decide quem eleger”, afirmou.
JS/AT
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