Elmano Freitas pede manifesto da AL contra privatização da Caixa
Por ALECE03/03/2015 14:58 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Elmano Freitas (PT) pediu, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (03/03), o apoio dos parlamentares ao manifesto do Sindicato dos Bancários contra a venda de parte da Caixa Econômica Federal. O parlamentar destacou que a instituição presta um grande serviço à população, tendo gerado lucro de R$ 7 bilhões para a União.
O deputado acrescentou que, na última sexta-feira (27/02) foi realizada audiência pública na Assembleia, com a presença de representantes do Sindicato dos Bancários e da Ordem dos Advogados do Brasil, quando foi definido o apoio ao manifesto. Elmano de Freitas solicitou que a Casa adote a mesma posição, aprovando uma moção contra a privatização de parte da Caixa.
Elmano observou que o sistema financeiro nacional é quem mais se beneficia, ficando com aproximadamente 45% de tudo que o Governo arrecada. Segundo ele, a tentativa de privatização da Caixa significa repassar parte dos lucros da instituição para a iniciativa privada.
O parlamentar assinalou ainda que senador Randolfe Rodrigues (Psol/AP) deu entrada em pedido de CPI, no Senado, para investigar contas clandestinas de brasileiros no banco suíço HSBC. O deputado ressaltou que a grande mídia não deu atenção ao fato. “Há contas na escuridão do sistema financeiro, da ordem de US$ 100 bilhões, no HSBC suíço. Algo em torno de quase R$ 300 bilhões. Esse dinheiro pode ter qualquer origem, inclusive narcotráfico e tráfico de drogas”, pontuou.
O deputado revelou que entre os depósitos obscuros na Suíça, há 6.600 contas de brasileiros, controladas por oito mil pessoas, com valores avaliados em cerca de US$ 7 bilhões ou cerca de R$ 20 bilhões. “O Senado Federal está abrindo CPI para apurar essas irregularidades. E aqueles que atacam Lula, Dilma e PT se negaram a assinar a CPI. Nenhum senador do PSDB assinou para saber quem são esses brasileiros que tem, de maneira ilegal e clandestina, dinheiro na Suíça. Dos três senadores cearenses, apenas José Pimentel (PT) assinou o pedido de CPI”, observou.
Elmano de Freitas disse que a Bélgica já recuperou US$ 490 milhões, porque os belgas investigaram. Ao mesmo tempo, a Espanha recuperou US$ 298 milhões, dessas contas mantidas na Suíça de forma obscura.
Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol), disse que a CPI no Senado demonstra como o “andar de cima é cínico” no Brasil. Segundo ele, o sistema financeiro dispõe todos os mecanismos de corrupção e lavagem de dinheiro que beneficiam o grande empresariado nacional. “Os partidos não assinaram têm medo do Swissleaks, porque podem aparecer nomes de seus doadores de campanha”, disse.
O deputado João Jaime (DEM) disse ser favorável à CPI. Ele revelou que o senador Tasso (PSDB/CE) não assinou porque não chegou ao gabinete dele o pedido. O deputado Moisés Braz (PT) adiantou que espera que os demais senadores cearenses apoiem a CPI. Ele também se manifestou contra a venda de parte da Caixa Econômica.
JS/AT
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