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Elmano pede construção de plano de educação que respeite as diferenças

Por ALECE
02/07/2015 15:12 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Elmano Freitas ( PT ) Dep. Elmano Freitas ( PT ) - foto: Máximo Moura

O deputado Elmano Freitas (PT) solicitou aos parlamentares, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (02/07), que construam um Plano Estadual de Educação acolhedor, que respeite as diferenças, para que este seja aprovado pela sociedade e pela Casa.

“Vamos debater aqui o Plano Estadual de Educação e não podemos ignorar o que temos nas escolas. São jovens de 15,16,17 e 18 anos diferentes entre si. Então, devemos ter uma educação que acolha o gay, a lésbica, o negro, o evangélico, que já sofrem preconceito nas ruas, e o Estado não pode fazer de conta que isso não existe. Queremos uma política educacional que não exclua ninguém, mas que acolha e respeite as diferenças de raça, crença e orientação sexual”, argumentou o petista.

O parlamentar destacou ainda outros pontos que constituem o Plano e que devem ser discutidos na Assembleia. “Precisamos garantir a pré-escola para, pelo menos, 50% das crianças do Estado por 10 anos, além da formação continuada de nossos profissionais e a ampliação das vagas nas universidades para nossos estudantes. Os desafios são muitos, mas peço que nos desarmemos para apresentar um plano completo ao Ceará”, pontuou.

Em aparte, o deputado Ely Aguiar (PSDC) afirmou que não existe um método perfeito para a educação e, por isso, faz-se necessário o aprofundamento e aperfeiçoamento dos seus fundamentos. “As pessoas são diferentes e já existem leis no nosso País contra o preconceito. Mas colocar essa diversidade de opção sexual como sistema educacional me deixa preocupado. A criança vai descobrir a sexualidade aos poucos, e não acho que o professor deva intervir nesse processo”, opinou.

O deputado Renato Roseno (PSOL), por sua vez, disse que os parlamentares devem apreciar melhor a proposta, visto que o que está posto é a abordagem da diversidade ampla, não só em relação à sexualidade, como também o diálogo de paz e uma cultura contra a violência. “Como podemos ser contra isso?”, questionou.

LA/CG

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