Oradores

Ely Aguiar comenta número de assassinatos contra mulheres no Ceará

Por ALECE
12/05/2015 14:17 | Atualizado há 10 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Ely Aguiar (PSDC) Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Máximo Moura

No primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (12/05), o deputado Ely Aguiar (PSDC) comentou os números da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará sobre assassinatos de mulheres nos primeiros meses de 2015.

“Vocês sabem quantas mulheres já foram assassinadas no Ceará somente este ano? Mais de 100. E eu não vi ninguém levantar a voz para cobrar das autoridades a solução deste problema. Vejo a preocupação com fatos que acontecem no Rio de Janeiro e Brasília envolvendo mulheres, mas esquecem das nossas raízes”, reprovou.

Ely Aguiar alertou que em nenhum outro estado brasileiro o número é tão alto. O parlamentar relembrou alguns casos de mulheres assassinadas no Ceará que não tiveram resolução. “Até hoje não sabemos quem matou a turista italiana Gaya. Em Juazeiro do Norte, uma professora e sua filha foram assassinadas dentro de casa. Em Sobral, mataram a avó, a mãe, a filha e uma colega. E, como esses, vários crimes ainda são um mistério”, observou.

O deputado cobrou uma maior atuação dos parlamentares da Casa nesse sentido, para que seja tomada uma providência urgente em relação aos crimes cometidos contra as mulheres, pois, para ele, trata-se de uma mancha negra no estado do Ceará.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) apontou a falta de respeito por parte do homem como uma das causas de tantos crimes cometidos contra a mulher. Para a deputada Fernanda Pessoa (PR), o que dificulta a resolução desses crimes é a falta de delegados nas delegacias do Estado, dificultando o trabalho investigativo. “Muitos desses criminosos sequer receberam uma intimação para depor”, lamentou.

O deputado Renato Roseno (Psol) ressaltou que a região do Cariri é onde ocorre a maioria dos crimes contra mulheres. O parlamentar informou que apresentou requerimento à Comissão de Direitos Humanos da Casa para realização de uma audiência pública no Crato. A deputada Augusta Brito (PCdoB) lembrou que vários requerimentos sobre o assunto tramitam na Casa e devem ser acompanhados, pois a Assembleia não está alheia ao assunto.
LA/AT

Veja também