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Ely Aguiar critica falta de ações para conter violência no Estado

Por ALECE
18/11/2014 14:58 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Ely Aguiar (PSDC) Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Máximo Moura

No primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (18/11), o deputado Ely Aguiar (PSDC) voltou a abordar o problema da violência em Fortaleza, destacando pesquisa da Organização das Nações Unidas em 2014 que aponta a Capital como a sétima cidade mais violenta do mundo.

De acordo com o deputado, já são mais de 2.000 homicídios somente em 2014 e 19 policiais assassinados. “Estamos concluindo mais um período legislativo e o que me orgulha é que nenhum de nós foi omisso sobre essa questão. Alguns defenderam o Governo, querendo mostrar outra situação, mas nós mostramos projetos no sentido de reduzir essa violência, tentando mudar essa realidade”, frisou Ely.

O parlamentar destacou projeto de sua autoria que propõe que o cidadão não pode esperar mais do que 40 minutos para prestar queixa e realizar o Boletim de Ocorrência. Todavia, segundo o deputado, esse tipo de ação não interessa ao Governo, uma vez que “eles preferem que os números não sejam contabilizados”. Ely chamou também atenção para o forte aparato de armamentos utilizado pelos bandidos. Segundo ele, armas pesadas, como fuzis AR15 e AK47, estão sendo usadas para assaltos, e defendeu mudanças na segurança das estradas e o reforço no trabalho de apreensão de veículos que trafegam irregularmente.

Ely Aguiar também comentou o escândalo da Petrobras, comparando-o a outros escândalos que envolveram desvio de dinheiro público no Brasil e em outros países. Ele lembrou que, por muito menos, Fernando Collor, no Brasil, e Richard Nixon, nos Estados Unidos, foram obrigados a deixar a presidência. O parlamentar questionou o discurso dos aliados do governo petista de que tudo será apurado, diferente do que acontecia na época de FHC. “Eles falam das privatizações do governo FHC, mas nunca quiseram investigá-las. Aí querem destacar que, no governo deles, as investigações acontecem. É claro, acontecem, porque a roubalheira é enorme”, comparou.

Em aparte, o deputado João Jaime (DEM) citou reportagem da Folha de São Paulo que relata que um chefe do quarto escalão da Petrobras, Pedro José Barusco, teria que devolver R$ 240 milhões que foram desviados da Petrobras. “Se um chefe de quarto escalão desviou esse valor, imagine os diretores e a presidente. Quantos milhões não roubaram da Petrobras? Nunca houve um esquema de corrupção tão organizado e dirigido a partidos, para que esses se mantenham no poder”, afirmou Jaime.
LA/CG

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