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Evandro Leitão informa sobre modelo de ressocialização de detentos

Por ALECE
03/07/2015 16:15 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Evandro Leitão ( PDT ) Dep. Evandro Leitão ( PDT ) - foto: Máximo Moura

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão (PDT), informou, no primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (03/07), que o modelo de ressocialização promovido pela Associação de Proteção e Assistência dos Condenados (Apac) poderá ser implantado no sistema penitenciário do Ceará.

Segundo o parlamentar, o modelo vem sendo aplicado em Minas Gerais e tem apresentado ótimos resultados, e o objetivo do Governo do Ceará é debater com a sociedade essa nova estrutura antes da implantação. “Um dado importante é que o índice de reincidência desses internos está em torno de 10%. Temos 90% de recuperação. Já no sistema prisional atual, a reincidência é de 80%”, apontou.

Contando com a colaboração dos detentos e da comunidade, eles estudam, trabalham e desenvolvem atividades culturais diversas, além de cuidar das unidades. “O objetivo é a humanização no cumprimento das penas, oferecendo melhores condições nas instalações e melhor qualidade de vida para os detentos. Durante o regime fechado, trabalha-se a recuperação, no semiaberto, a profissionalização e, no regime aberto, a ressocialização”, explicou Evandro.

O deputado adiantou ainda que serão 17 tipos diferentes de ressocialização. As ações variam entre educação, cultura, capacitação profissional, esporte, entre outros, resultando na parceria com empresas privadas. De acordo com o parlamentar, por meio dessas parcerias, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará ofertará espaços para a instalação de fábricas nas unidades prisionais.

“Apesar dos avanços, precisamos de um modelo melhor. Esperamos que a Sejus possa reverter esse quadro e ressocialize pessoas, que, como todos nós, erram e têm o direito de voltar à sociedade”, opinou o líder.

Em aparte, o deputado Ferreira Aragão (PDT) lembrou é preocupação do Estado não só prender, mas recuperar o detento, e esse modelo viria ao encontro dessa ideia. “O ex-presidiário sendo aceito no mercado de trabalho é o que mais queremos. Esse modelo merece todo o nosso apoio, pois vai dar oportunidades para nossos detentos”, afirmou.

LA/AT

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