Felipe Mota manifesta preocupação com proposta de LDO e saúde pública
Por Pedro Emmanuel Goes04/05/2023 12:00 | Atualizado há 9 meses
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O debate sobre saúde pública de Fortaleza continuou durante o pronunciamento do deputado Felipe Mota (União), no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (04/05). Ele comentou sobre a saúde pública do município, assim como a situação financeira do Ceará, a partir do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária enviado à Alece pelo Governo do Estado. Para ele, o próximo ano será de dificuldades para o Ceará.
O parlamentar manifestou “preocupação” com o teor da proposta orçamentária que, segundo ele, “afirma que o Estado precisou realizar duas operações de crédito para resguardar sua situação financeira no próximo ano”. “É um crédito que não vai ser utilizado em investimento, e sim para manter a máquina funcionando, e isso vai acontecer de forma muito lenta”, alertou.
A proposta, ainda de acordo com o parlamentar, aponta um débito do Governo do Estado no valor de R$ 20 bilhões. Ele também sugeriu que o Estado precisará realizar cortes para manter os serviços essenciais funcionando. “Agora entendo a necessidade de se aumentar a arrecadação. Mas não venham dizer para a população que o Estado está bem financeiramente, porque não está”, disse.
Diante desse cenário, Felipe Mota cobrou diálogo entre o prefeito de Fortaleza, José Sarto, e o governador Elmano de Freitas, para que busquem soluções para o problema das emergências dos hospitais públicos, e outros que o setor enfrenta. Comentou, por exemplo, a questão da precarização do serviço de enfermagem. Conforme explicou, a hora de trabalho dos profissionais de enfermagem custa, em média, seis reais, seja pelo município ou pelo Estado, e caso não haja uma forma de ampliar os repasses de recursos, a tendência é substituir esses profissionais por técnicos de enfermagem, que, atualmente, recebem apenas um salário mínimo. Para ele, são questões que se somam a outros problemas que a saúde já enfrenta.
Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) lamentou que “a população tenha que pagar o preço pela politicagem exagerada que se tem hoje”. "Enquanto os gestores ficam jogando a culpa dos problemas na administração de um para o outro, as pessoas morrem nas filas dos hospitais”, disse.
O deputado Fernando Hugo salientou que a situação da saúde não vai mudar, enquanto não se estabelecer, pelo Governo Federal, valores instituídos para procedimentos tais como cirurgias, consultas, internações e outros repasses que “dignifiquem minimamente a saúde pública”.
Já o deputado Lucílvio Girão (PSD) parabenizou Elmano de Freitas pela verba para redução das filas de cirurgias, mas salientou que a medida “só resolve a curto ou médio prazo”. “É preciso combater a causa e não apenas o sintoma”, disse.
Edição:Adriana Thomasi
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