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Fernando Hugo anuncia sessão especial para discutir reforma política

Por ALECE
20/02/2015 14:09 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Fernando Hugo (SD) Dep. Fernando Hugo (SD) - Foto: Máximo Moura

No primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (20/02), o deputado Fernando Hugo (SD) anunciou que, no dia 6 de março, será realizada, na Assembleia Legislativa, uma sessão especial para discutir o projeto da reforma política, em tramitação no Congresso Nacional. Ele adiantou que a iniciativa atende a requerimento de sua autoria.

O parlamentar informou que o deputado federal Danilo Forte (PMDB/CE), membro da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara Federal, afirmou que o colegiado terá o máximo interesse em estar presente na Assembleia para debater tal questão. Segundo Fernando Hugo, Danilo leu no Plenário da Câmara o requerimento convocando a sessão especial, que foi acolhido pelo colegiado. O parlamentar também informou que o relator da Comissão, deputado federal Marcelo de Castro (PMDB/PI), também deverá estar presente na discussão.

Fernando Hugo destacou ainda o editorial do jornal Diário do Nordeste, intitulado “Mais partidos políticos?”. De acordo com a matéria, não há sentido para que se continue a criar partidos políticos no Brasil. “Não podemos admitir que se criem novos `curraletes` para negociações muito mais comerciais do que políticas”, afirmou Fernando Hugo, mesmo reconhecendo que, recentemente, se transferiu do PSDB para o SD, buscando a “sobrevivência eleitoral”.

Ainda segundo editorial, que teve trechos lidos por Fernando Hugo, hoje 32 siglas estão registradas, sendo que 28 delas participaram do último pleito. “É preciso que se proíba a proliferação de partidos que levam a uma antidemocracia. As siglas são criadas por interesses específicos da disputa eleitoral”, ´pontuou o artigo.

O parlamentar observou que os dados estatísticos mostram que 71% do povo brasileiro não têm afinidade com partidos. “Desta forma, nota-se que há um desvirtuamento entre a população e as siglas existentes. Tal multiplicação de siglas não tem sentido democrático, mas distorção política, para receber dinheiro do fundo partidário e servir de legenda de aluguel”, acrescentou.    

Em aparte, o deputado Audic Mota (PMDB) disse que o debate sobre a reforma política é muito importante. “Quero registrar o apoio do PMDB para que se impeça o surgimento de siglas sem filiados, que não representam o pensamento da população. “É um faz de conta; uma brincadeira”, pontuou.     

O deputado Professor Teodoro (PSD) afirmou que o número exagerado de partidos no País não é benéfico. “Apenas seis seriam suficientes para cobrir a opinião pública. A quantidade atual só serve para atrapalhar a opinião pública e atender interesses eleitorais imediatos”, observou.
JS/AT

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