Fernando Hugo defende racionamento de água urgente
Por ALECE02/07/2015 14:00 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Fernando Hugo (SD) manifestou, nesta quinta-feira (02/07), preocupação com a tendência de mais um ano de chuvas abaixo da média. Tema de matéria do jornal Diário do Nordeste, o assunto foi apresentado pelo parlamentar no primeiro expediente da sessão plenária. “Existe estudo detalhado da Nasa e da meteorologia, e não se brinca com ciência: é seca de novo no ano que vem”, disse.
Na avaliação do parlamentar, o Ceará, apesar de ser um dos estados mais preparados “para enfrentar essa 'antimaclimacidade' desumana que a seca traz”, precisa urgentemente adotar um racionamento de água, priorizando o recurso para consumo humano.
“Quero pedir ao governador a contenção máxima de gastos de água no Ceará. É preciso cortar os gastos com radicalismo já, agora. Gastos com todo o eito produtivo da agricultura irrigada e similares e também com indústrias que gastam toneladas, metros cúbicos de água diariamente. É inaceitável não se fazer isso, já se sabendo cientificamente pela Nasa e Funceme que o ano de 2016 será um ano de seca ou de poucas chuvas para o nosso Nordeste. É inaceitável que se espere mais uma vez pela transposição das águas”, avaliou.
Segundo ele, o problema é tão grande que o sertão, em especial o sertão central, não tem de onde trazer água. “Ontem, Dr. Teixeira (Francisco Teixeira - secretário estadual dos Recursos Hídricos (SRH)) disse que a cota do Castanhão para Fortaleza já estava no limite do limite. Estamos há quase dois anos sem ter um inverno e uma reposição de recursos hídricos no Estado”, acrescentou.
Em aparte, o deputado Leonardo Pinheiro (PSD) disse que o problema da água só será resolvido com a transposição do rio São Francisco, pois trará uma segurança hídrica e fortalecimento das cadeias produtivas. “Estamos na quadra da seca e no próximo ano de seca, então temos que nos preparar. Tem que controlar ao máximo a água e priorizar poços profundos”, sugeriu.
A deputada Fernanda Pessoa (PR) parabenizou a abordagem do tema, por considerar importante no atual momento, e pediu que o Governo implantasse o reúso de água nas repartições públicas e residências, “se não a situação vai complicar muito”, pontuou.
O deputado Roberto Mesquita (PV) considerou a fala do parlamentar um alerta para as políticas de estado que devem ser adotas de imediato para evitar uma tragédia em 2016. “As medidas tomadas só surtirão efeitos se tiverem o condão de levar água. Esse trecho da transposição e do Cinturão das Águas minimizará uma parte do problema, pois as regiões mais áridas, como Canindé e Crateús, não vão tirar proveito, a não ser por transporte ou carro-pipa”, disse. Ele propôs que a presidente Dilma alterasse o ritmo dessas obras para três turnos de 24 horas, “para que no próximo ano não venhamos a chorar”.
O deputado Carlomano Marques (PMDB) endossou a necessidade de racionamento, com bônus para quem consumir menos e ônus para quem consumir mais. “Nós aqui nos perfilamos para que a presidente Dilma, no lugar de mandar trator, mandasse as máquinas para perfurar os poços”, defendeu.
LS/CG
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