Heitor Férrer ressalta índice de violência no Ceará
Por ALECE12/11/2014 15:06 | Atualizado há 9 meses
Compartilhe esta notícia:
O deputado Heitor Férrer (PDT) comentou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (12/11), matéria veiculada hoje nos jornais, que apontam o Ceará como o segundo estado mais violento do País. O parlamentar lembrou que, em 2006, o Ceará ocupava a 15ª posição nesse ranking. “Éramos felizes e não sabíamos”, afirmou.
De acordo com o deputado, foi equivocada a política adotada pelo Governo Cid Gomes na área de segurança pública, e o próximo governante precisará investir em três pontos básicos para reduzir a violência: a implantação de escolas públicas em tempo integral, a ressocialização real de dependentes químicos e ex-presidiários, e a iluminação da cidade. Na opinião do parlamentar, ruas iluminadas repelem a violência. “Com uma iluminação adequada, as pessoas poderão ocupar as ruas, praças, logradouros e ficará mais difícil os bandidos praticarem atos violentos”, argumentou.
Em aparte, o deputado Lula Morais (PCdoB) assinalou que houve um recuo nos índices de violência em estados que tinham, em 2006, índices de violência superiores aos do Ceará. “Que políticas foram implementadas? Quanto foi investido? O Governo daqui investiu o dobro do que os governos anteriores, e não vemos resultado semelhante”, frisou.
Já o deputado João Jaime (DEM) opinou que o dinheiro que foi investido em segurança pública não foi bem aplicado. “Nem também os secretários para ministrar essa pasta foram bem escolhidos pelo governador”, acrescentou.
O líder do Governo na AL, deputado José Sarto (Pros), observou que o Executivo “reconhece que a situação não está boa”. Entretanto, considerou que o programa Defesa da Vida, projeto similar ao que reduziu a criminalidade em Pernambuco, implementado no Ceará este ano, demonstra alterações positivas. “Em Pernambuco, foi preciso três anos para haver alterações nos índices, aqui já puderam ser percebidas em pouco mais de nove meses”, pontuou.
Sobre as políticas “equivocadas” observou que “o Governo pode ter errado em uma coisa ou outra”. Contudo, “colocar policiais e agentes de seguranças nas ruas, promover concursos públicos, equipar policiais e delegacias. Nada disso ejo como investimentos equivocados”, afirmou.
PE/AT
Veja também