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Jô Farias defende combate mais intenso ao feminicídio no Estado

Por Ricardo Garcia
28/03/2023 11:14 | Atualizado há 9 meses

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Deputada Jô Farias (PT) Deputada Jô Farias (PT) - Foto: Junior Pio

A deputada Jô Farias (PT) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (28/03), realizada de forma presencial e remota, a reprovação mais veemente da sociedade para os recorrentes casos de violência contra a mulher nos últimos tempos.

A parlamentar citou o assassinato, na quinta-feira (23/03), da professora da rede municipal de Horizonte, Najela Alves, vítima de feminicídio. “Era uma pessoa muito próxima de mim. Ela ensinava na minha cidade, sendo uma servidora pública de Horizonte. Precisamos jogar luz nesse problema muito sério da sociedade, que é o feminicídio, porque os números são alarmantes”, apontou.

Segundo Jô Farias, apesar de existir uma rede de proteção para as mulheres e legislação tratando sobre o tema, é necessário que mais seja feito. “Precisamos de mais ações dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como da própria sociedade. É um pai, uma mãe que perde uma filha. É uma criança que fica órfã. Não é só uma estatística, pois existe um rosto, uma identidade por trás dessas vítimas”, assinalou.

Para a parlamentar, é urgente haver uma mudança de mentalidade na sociedade. “A pessoa é morta simplesmente porque não concorda com a outra. Nós mulheres não somos obrigadas a concordar com tudo o que é imposto para nós, por uma sociedade machista. O feminicídio é uma total brutalidade”, salientou.

As mulheres só querem dar um ponto final nessa realidade de violência a que são submetidas, observou a parlamentar. “Parem de nos matar. Nós queremos viver! Nenhuma mulher nasceu para agradar ninguém. Precisamos acabar com essa vergonha de homem bater em mulher, matar mulher”, enfatizou.

Em aparte, o deputado De Assis Diniz (PT) criticou a visão machista reproduzida pela sociedade. “Não há razoabilidade nesses casos de feminicídio que acompanhamos. Há um sentimento de posse, simbolizado por uma visão estruturada no patriarcado do mandonismo. Não é natural esses casos de violência que vemos acontecer nas mais diferentes regiões do Ceará”, lamentou.

Para o deputado Alcides Fernandes (PL), “tem faltado amor de Deus no coração dos homens”. O parlamentar considerou “inadmissível uma pessoa dizer que ama outra e maltratá-la, chegando até a assassiná-la”.

Edição: Adriana Thomasi

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