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Larissa Gaspar aborda fechamento de hospitais

Por Luciana Meneses
01/03/2023 12:47 | Atualizado há 9 meses

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Deputada Larissa Gaspar (PT) Deputada Larissa Gaspar (PT) - Foto: Junior Pio

A deputada Larissa Gaspar (PT) apontou o fechamento de hospitais de pequeno e médio porte de Fortaleza como o motivo da sobrecarga do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), durante pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (01/03).

A parlamentar relembrou pronunciamento feito por ela há poucos dias denunciando exatamente a situação precária do serviço de saúde pública de Fortaleza. “Fortaleza concentra o maior número de habitantes do Estado e, uma vez que esses hospitais menores estão fechados, obviamente a demanda dos maiores, como HGF e IJF, deverá aumentar a ponto de sobrecarregar. Ao todo, são sete hospitais fechados, entre Gonzaguinhas e Frotinhas. Para onde vocês acham que as pessoas estão indo? Juazeiro, Sobral? Claro que não”, refletiu. 

Larissa Gaspar esclareceu ainda que o Hospital Geral de Fortaleza não recebeu nenhuma determinação do governador, Secretaria de Saúde ou outro órgão competente para fechar as suas portas, e o episódio relatado por parlamentares precisa ser investigado. “Afirmo aqui que essa ordem não partiu do Governo, Secretaria de Saúde, ou qualquer autoridade. Se houve alguma falha humana, tem que abrir investigação ou sindicância para investigar de quem partiu essa determinação”, sugeriu.

A deputada comentou ainda sobre os parlamentares defensores do ex-presidente Bolsonaro, que estariam acusando a Assembleia de tentar silenciá-los, para evitar o debate de assuntos polêmicos. “Me estranha os deputados defensores de Bolsonaro, que tanto atacou a democracia, calou e agrediu jornalistas, extinguiu conselhos de participação popular, que queria silenciar os poderes constituídos da nossa República, acusarem esta Casa de tentar lhes calar. Falaram em crime. Crime foi o que ex-presidente fez negando evidências científicas e debochando das vítimas de Covid”, criticou. 

Em aparte, o deputado De Assis Diniz (PT) disse que a situação do HGF não pode ser debatida sem considerar toda a realidade do município de Fortaleza. “Fora que tivemos ao longo dos anos uma grande redução no financiamento da saúde pública, por parte do Governo Federal, o que faz com que a atenção primária e secundária sofram tanto”, ponderou. 

Para o deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas), com os Frotinhas e Gonzaguinhas fechados em Fortaleza por motivo de reforma ou não, não há como não sobrecarregar o HGF. “Faço um atendimento voluntário numa entidade filantrópica no Conjunto Ceará e, sábado passado, reclamaram muito que o posto de lá está sem médico, deixando muitas pessoas sem medicações importantes, o que impede sequelas maiores e possibilita possíveis internações por AVCe infarto no HGF. O que estamos vendo é a sobrecarga que o hospital está tendo”, opinou. 

O deputado Lucílvio Girão (PSD) concordou com a colega parlamentar, ao reconhecer que não há como a realidade ser outra, uma vez que tantos outros hospitais da capital estão fechados. “Fechar vários hospitais, principalmente desses bairros de grande população, vai sobrecarregar os maiores. Não tem como ter outro resultado”, lamentou. 

Edição: Adriana Thomasi 

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