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Larissa Gaspar cobra melhorias nas unidades de saúde de Fortaleza

Por Gleydson Silva
09/05/2023 12:22 | Atualizado há 9 meses

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Deputada Larissa Gaspar (PT) Deputada Larissa Gaspar (PT) - Foto: Junior Pio

A deputada Larissa Gaspar (PDT) cobrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira (09/05), a melhoria dos equipamentos de saúde de Fortaleza, reabertura de emergências e reformas das unidades básicas de saúde, que, segundo ela, estão em condições de insalubridade.

A parlamentar destacou capa de jornal que fala das recentes trocas na titularidade da Secretaria de Saúde de Fortaleza e afirmou que o atual secretário reconheceu que “a atenção primária de Fortaleza está em um estado de calamidade, um absurdo”. “As unidades não funcionam, não têm medicamentos, não têm médicos, a infraestrutura está precária. É inadmissível a situação dos postos de saúde de Fortaleza”, afirmou.

De acordo com Larissa Gaspar, muitas vezes os atendimentos não são realizados, porque o profissional não consegue ficar na sala para atendimento, devido à quantidade de “mofo, goteira e umidade”. “Um exemplo disso é um posto no bairro Luciano Cavalcante. Se forem lá vão ver que não se consegue ficar lá nem um minuto, pois não tem como respirar de tanto mofo. Um ambiente insalubre”, disse.

Para a deputada, o reconhecimento desses problemas é importante, pois só assim é possível agir e buscar as soluções. “Quem sabe agora, reconhecendo esses erros, sejam assegurados os investimentos para que a população consiga encontrar um posto que não seja insalubre, que tenha remédios e tenha atendimento médico”, almejou.

A deputada comemorou ainda a ação de entrega do “papel da casa”, por meio da regularização fundiária, feito neste final de semana pelo Governo do Estado para moradores de Fortaleza. “Parabenizamos nosso governador por essa iniciativa, que ela possa se ampliar e beneficiar muitas outras famílias da nossa capital e de todo o nosso Ceará”, pontuou.

Larissa Gaspar comentou ainda o diálogo com os servidores públicos com deputados estaduais, na Alece, que levou a um acordo sobre a posposta de reajuste de 5,8%, com retroativo a ser pago até dezembro, além de uma recomposição de 5,8% no vale alimentação. “Esse é um compromisso do governador Elmano de assegurar que, até o final do seu mandato, o conjunto dos servidores públicos estaduais terão ganhos reais acima da inflação, para que eles sejam reconhecidos, valorizados e tenham melhores condições de trabalho”, destacou.

A iniciativa do então governador Camilo Santana em abrir os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Regional de Itapipoca, sobretudo em momentos desafiadores da pandemia também foi destacada por Larissa Gaspar. “Fez isso quando a população estava desassistida de assistência do Governo Federal, que por muito tempo negou a gravidade da pandemia e se recusou ao básico: adquirir vacinas, estimular o uso de máscara e garantir oxigênio para os hospitais”, apontou.

O deputado Evandro Leitão (PDT), em aparte, ressaltou o papel dos parlamentares de fiscalizar e fazer cobranças dos atos e ações do Poder Executivo, mas ponderou que essa ação deve ser feita com muita responsabilidade. O presidente do Legislativo avaliou que a visita de deputados ao hospital de Itapipoca irá ajudar o município, mas chamou a atenção para os fatos relacionados à concepção do hospital. De acordo com ele, a iniciativa de construção do hospital partiu de uma Fundação, há mais de 30 anos, e não iniciou com recursos públicos.

A unidade está funcionando, atualmente, segundo o parlamentar, com dez leitos, por decorrência da necessidade do período de pandemia, como uma estrutura para atender a cidade e a região.

“O prefeito e o deputado Evandro Leitão – não como deputado – foram a Brasília pedir à ministra Nízia Trindade, da Saúde, que o Governo Federal instalasse oncologia e outros serviços. É fácil estar aqui cobrando como se o prefeito ou o Estado não tivessem a vontade de abrir. Temos que ter a responsabilidade de tentar entender o que está acontecendo. Eu tenho que, como parlamentar, ter responsabilidade ao falar algo”, afirmou o presidente da Alece.

Edição: Adriana Thomasi

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