Lucinildo alerta para situação do Hospital de Maracanaú e critica atendimento do Hapvida
Por Lincoln Vieira01/03/2023 16:11 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Lucinildo Frota (PMN), em pronunciamento no segundo expediente da sessão plenária, na tarde desta quarta-feira (01/03), sugeriu ao secretário de Saúde de Maracanaú, Wagner Sousa, que proponha ao prefeito do município, Roberto Pessoa, a transferência da gestão do Hospital Geral de Maracanaú João Elísio de Holanda para o Governo do Estado.
O parlamentar argumentou que Wagner não terá poder de decisão na administração do hospital da cidade e alertou que o gestor vai acabar levando a culpa sobre o que acontecer na instituição. Ele classificou a indicação do ex-deputado para comandar a pasta como “um presente de grego” de Roberto Pessoa.
Lucinildo contou que, em 2017, um idoso morreu por falta de atendimento dos médicos no hospital. E lembrou que “um senhor que agonizava morreu enquanto quatro médicos dormiam. A quem cobrar? A população não vai distinguir”, exemplificou.
Ainda na tribuna, o deputado criticou o atendimento da empresa de plano de saúde Hapvida. De acordo com ele, recentemente, a organização não prestou atendimento adequado a crianças com autismo. O parlamentar sugeriu que o poder público cobre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a fiscalização do Hapvida.
De acordo com Lucinildo, os pais chegam ao hospital em Fortaleza por volta das 14h, entretanto o atendimento acontece após as 17h ou é remarcada para até quatro meses. E avaliou que a falta de atendimento sobrecarrega o Sistema Único de Saúde (SUS). “Vendem o plano e não prestam o serviço. Isso prejudica as pessoas que procuram o Sistema Único de Saúde (SUS). A emergência do HGF está sobrecarregada por causa dos planos de saúde, os hospitais municipais fechados. Cobrem da ANS que o Hapvida tenha um atendimento bem feito, para que os pais de crianças com autismo não tenham que recorrer ao SUS”, sugeriu.
Em aparte, o deputado Júlio César Filho (PT) ressaltou que Maracanaú sofre com falta de atendimentos, medicamentos, longas filas nos hospitais e má qualidade na prestação dos serviços.
Ele lembrou que a administração municipal fechou a emergência do Hospital de Maracanaú e transferiu para a UPA do distrito da Pajuçara, “deixando o povo desassistido”.
O deputado questionou ainda a Prefeitura de Maracanaú. “Com a indicação de Wagner estão dizendo que vão reabrir a emergência, mas se os recursos estão escassos para a saúde com a queda de arrecadação, agora vão abrir? É para fazer média com o aliado? Torço que dê certo”, concluiu.
Edição: Clara Guimarães
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