Lucinildo Frota denuncia possível crime ambiental em obra de Maracanaú
Por Ana Vitória Marques16/03/2023 11:04 | Atualizado há 9 meses
Compartilhe esta notícia:
O deputado Lucinildo Frota (PMN) comentou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (16/03), realizada de modo híbrido, sobre denúncia que recebeu acerca da construção de um Bolsão de Estacionamento no Distrito Industrial de Maracanaú.
De acordo com o parlamentar, apesar de estratégico e oferecer um alto investimento, cerca de R$ 18 milhões, o bolsão deve ser construído na região de uma nascente, o que ocasionaria na descaracterização do elemento natural, causando um impacto ambiental de degradação.
A obra compreenderá drenagem, terraplanagem e pavimentação do terreno, localizado na Avenida Wilson Camurça. “Estou fazendo uma denúncia e vou fazer um requerimento à Comissão de Meio Ambiente desta Casa, o qual presido, como também à Semace, à Sema, e à Comissão de Meio Ambiente da OAB para acompanhar o que está sendo feito”, adiantou.
Para o deputado, investimentos no município são bons para o aumento da geração de emprego e renda, mas desde que sejam de forma responsável. “Não adianta crescer por crescer, onde o impacto e a degradação ambiental no nosso município, que já é latente, seja ainda mais acentuado. Nós temos que dialogar com as entidades que preservam o meio ambiente. Essa é uma denúncia grave e nós, da Comissão do Meio Ambiente, olharemos para que esse crime ambiental não se concretize em Maracanaú”, pontuou.
O parlamentar criticou ainda as prioridades dos gestores da região. "Queríamos que esse mesmo empenho e esse mesmo investimento fosse feito ali no Hospital de Maracanaú. Todos os dias chegam reclamações do hospital caindo, o teto sem forro. Estamos vigilantes para que os interesses dos maracanauenses e a saúde do povo de Maracanaú seja preservada e não passemos por mais essa calamidade, onde o São João de Maracanaú é priorizado e faltam recursos para fazer uma simples ultrassonografia”, assinalou.
Edição: Adriana Thomasi
Veja também