Oradores

Professor Pinheiro alerta para processo de destruição da caatinga

Por ALECE
20/08/2014 14:24 | Atualizado há 9 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Professor Pinheiro ( PT ) Dep. Professor Pinheiro ( PT ) - foto: Máximo Moura

O deputado Professor Pinheiro (PT) chamou atenção, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (20/08), para o gradual processo de destruição da caatinga. De acordo com ele, a caatinga é um bioma único, e sua destruição tem dificultado, cada vez mais, a convivência dos sertanejos com o semiárido.

O parlamentar explicou que a extração da madeira, principalmente do sabiá, para fins de geração de energia, é uma das causas da desertificação no semiárido nordestino. “O Governo Federal deu um grande passo ao universalizar a energia elétrica, mas é preciso fazer uma conversão da indústria interiorana, que ainda usa muita madeira como base energética”, frisou.

O petista afirmou, ainda, que irá estudar como incluir esse tema no programa de governo. “Vamos tentar criar algum tipo de política de combate à desertificação. Nossos constituintes, por pobreza de espírito, ignoraram esse bioma ao estabelecer apenas o cerrado, a mata atlântica e a floresta amazônica como biomas brasileiros”, observou.

Em aparte, o deputado João Batista (Pros) destacou que atividades como as dos carvoeiros só contribuem para a destruição da caatinga. Isso se dá, conforme explicou, porque esses trabalhadores “não têm nenhuma instrução”. Ele afirmou também que está trabalhando em um projeto que institucionalize e regule essa atividade, fazendo com que os trabalhadores plantem mudas nativas de tempos em tempos.

Já o deputado Roberto Mesquita (PV) lembrou que a instrução dos carvoeiros no trato com a terra, e mesmo dos sertanejos, que também extraem madeira para fins próprios, é de grande importância. “No caso do sabiá, por exemplo, a forma como você o extrai influencia no crescimento ou não da planta. É importante que se aprenda como realizar o processo corretamente”, defendeu.

PE/CG

Veja também