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Professor Pinheiro avalia Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Por ALECE
13/11/2014 14:42 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Prof Pinheiro (PT) Dep. Prof Pinheiro (PT) - Foto: Máximo Moura

O deputado Professor Pinheiro (PT) avaliou, durante o primeiro expediente desta quinta-feira (13/11), o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado este ano. O parlamentar destacou que o Brasil investe valores aproximados aos dos países mais desenvolvidos. Segundo o deputado, a França investe 1,38% do PIB e os Estados Unidos 1%, enquanto o Brasil investe 1,26%. O parlamentar defendeu que, não obstante o alto percentual investido, é necessário mais eficácia dos investimentos. “É importante que se verifique a qualidade da aplicação destes recursos”, disse.

Professor Pinheiro explicou que, se somados os investimentos públicos e privados, as despesas com a segurança chegariam a 5,4% do PIB, o que demonstra claramente que muita gente está ganhando dinheiro com segurança privada. “Isso virou um grande negócio e não interessa para este setor que os níveis de violência sejam reduzidos”, comentou.

Outro dado que o parlamentar expôs foi a tipificação dos crimes. Segundo informou o parlamentar, 49% dos delitos são patrimoniais, 26% envolvem drogas, e 12% são homicídios. “O Brasil avançou em alguns aspectos. Hoje os governos estaduais trabalham de forma planejada”, afirmou.

De acordo com Pinheiro, a principal inovação na área foi o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), criado em 2012, que oferece condições de efetivar um planejamento mais eficaz. “Temos hoje um mapa muito bem acabado da violência. Os gestores precisam se debruçar sobre este sistema de dados”, assinalou.

O deputado também destacou que é preciso superar o preconceito racial. “Quando se olha a situação da população afrodescendente, vemos que as ações afirmativas como cotas raciais nas universidades públicas são absolutamente necessárias para reduzir as desigualdades sociais”, acrescentou.
      
Em seu pronunciamento, Professor Pinheiro ainda rebateu as afirmações do deputado Ferreira Aragão (PDT), que criticou o Dnocs. Segundo o petista, o órgão, que atualmente passa por um processo de esvaziamento, foi responsável por todas as obras de açudes mais antigas que foram executadas na região Nordeste. O petista também revelou que o departamento é hoje responsável por pesquisas de adaptação de peixes da Amazônia ao nosso clima e por pesquisas na área de ecologia. “O órgão contribuiu muito para o Ceará e o Brasil, inclusive no desenvolvimento de tecnologias de convivência com o semiárido”, pontuou.  
JS/AT

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