Professor Pinheiro avalia números da violência no Brasil
Por ALECE12/11/2014 15:47 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Professor Pinheiro (PT) destacou, durante o segundo expediente da sessão plenária desta quarta-feira (12/11), os dados apresentados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014, divulgado esta semana. O documento apresenta um panorama dos índices de criminalidade no País.
Segundo o estudo, apenas 11,1% dos jovens que cumpriam medidas socioeducativas em 2012 estavam envolvidos em homicídios e latrocínios. De acordo com o parlamentar, esses dados monstram que os argumentos usados a favor da redução da maioridade penal são equivocados. “Cerca de 90% dos jovens em medidas socioeducativas não cometeram crime contra a vida ou latrocínio”, enfatizou. O parlamentar observou ainda que a pesquisa informa que os negros lideram, percentualmente, o ranking de pessoas encarceradas (18,4%) e assassinadas (30,5%) no Brasil, estatística essa que, segundo o deputado, está diretamente ligada ao preconceito no País.
Sobre violência policial, o estudo aponta que, em cinco anos, 11.197 pessoas foram mortas pela polícia brasileira, número superior ao registrado nos Estados Unidos em 30 anos (1983-2012), com 11.090 casos. A pesquisa também aponta que 1.770 policiais foram mortos nos últimos cinco anos, 75% deles fora de serviço.
De acordo com o deputado, o combate à violência “não se restringe apenas a aumentar o contingente policial, mas implica também em mexer em setores da sociedade brasileira”. Entre os avanços no Ceará, Pinheiro citou a formação de policias militares e civis na mesma academia de polícia, lembrando que boa parte dos países não adota essa divisão entre polícia judiciária e ostensiva. O parlamentar também comentou que entende como necessária uma maior integração entre os órgãos de segurança pública e o Poder Judiciário para diminuir a sensação de impunidade. “A pesquisa mostrou que 81% dos entrevistados concordam que é fácil desobedecer as leis no País”, comentou.
Em aparte, o deputado Delegado Cavalcante (PDT) defendeu um choque de gestão na segurança pública, inclusive com um trabalho integrado com o Judiciário e o Ministério Público nas operações policiais.
GS/AT
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