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Professor Pinheiro condena sistema de financiamentos de campanhas

Por ALECE
08/10/2014 15:15 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Prof Pinheiro (PT) Dep. Prof Pinheiro (PT) - Foto: Máximo Moura

No segundo expediente da sessão plenária desta quarta-feira (08/10), o deputado Professor Pinheiro (PT) voltou a criticar a forma de financiamento de campanhas políticas. O parlamentar pediu que uma reforma política seja feita com urgência. Em sua avaliação, o financiamento é um elemento que desequilibra a disputa. 

“Hoje está cada vez mais difícil uma pessoa sem recursos ser eleita. Não estou dizendo isso porque não fui reeleito. Nosso partido vem discutindo essa questão há muito tempo. Em 2010, na avaliação do Tribunal Superior Eleitoral, um deputado para se eleger precisaria gastar R$ 1,1 milhão e, em 2014, esse número sobe para R$ 4 milhões”, assinalou.

Ainda de acordo com o deputado, em 2006, 85% dos recursos recebidos pelos candidatos eram de empresas. Em 2010, esse índice subiu para 91%. Já em 2014 foi para 95%. “Aqueles que não têm relação com grandes empresas acabam prejudicados. O financiamento público de campanha equalizaria o quadro eleitoral. Mas, o que precisamos, é de uma fiscalização rigorosa. Temos que discutir e aprovar o sistema de financiamento público de campanha”, ressaltou o parlamentar.

O deputado  comentou ainda sobre os partidos políticos. “Hoje se muda de partido como se muda de camisa e partidos são criados apenas para atender direitos cartoriais”, disse o deputado, sugerindo que a forma mais correta é acabar com as coligações proporcionais.

Em aparte, o deputado Lula Morais (PCdoB) afirmou que a questão do financiamento de empresas em campanhas políticas já está no Superior Tribunal Federal (STF). “Tramita uma ação sobre o assunto e sete ministros já se posicionaram contrários. Empresa não vota e nem pode se candidatar, porém elas estão determinando o resultado do pleito eleitoral. No Congresso Nacional, são 247 deputados empresários”, informou.

O deputado Paulo Facó (PTdoB) disse que o financiamento público pode melhorar, mas não irá impedir que essas pessoas continuem gastando milhões.

Já o deputado Idemar Cito (DEM) afirmou que a sociedade anseia essa reforma política há tempo. “Parece que não existe um desejo por parte dos deputados federais. Agora, é preciso haver essa reforma urgente, assim como a tributária. Quantas pessoas têm a vocação e não têm recurso para entrar na política”, destacou.

O deputado Gony Arruda (PSD) elogiou o trabalho do deputado Professor Pinheiro, ressaltando que o parlamentar prestou um grande serviço ao Estado.
DF/AT

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