Professor Pinheiro defende oposição propositiva na futura gestão estadual
Por ALECE19/11/2014 14:47 | Atualizado há 9 meses
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Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (19/11), o deputado Professor Pinheiro (PT) disse que a oposição à futura gestão no Ceará precisa ser propositiva. A ideia, segundo o parlamentar, é apresentar programas e projetos relevantes para o Estado, “com demarcações claras, e não um bloco de oposição que bota a faca no pescoço para buscar migalhas”, argumentou, lembrando que, de forma positiva, fez oposição ao ex-prefeito Juraci Magalhães na Câmara Municipal de Fortaleza.
Para Professor Pinheiro, a oposição se faz necessária em qualquer parlamento. O deputado recordou ainda que, diferente da atual gestão do Estado, o governo do PSDB não dialogava, e afirmou que entende que o governador eleito Camilo Santana tem tudo para dar uma grande contribuição ao Estado se adotar uma gestão de diálogo com todos os setores.
Em seu pronunciamento, Professor Pinheiro abordou ainda o crescimento no Brasil, apontando dados que contrariam teses de que o País “está afundando ou no fundo do poço”. De acordo com o petista, saiu hoje notícia sobre o desemprego no Brasil, que ficou em 4,7% em outubro. “Chegamos à taxa mais baixa na história do Brasil. Uma taxa que, na avaliação dos economistas, é de pleno emprego”, comemorou, assinalando que em outubro a taxa foi de 4,9%.
“Isso é um elemento que demonstra que, apesar da crise mundial, o Brasil registra taxa de desemprego extremamente baixa”, destacou. O parlamentar ainda observou que os países da Europa vivenciam situação contrária, com taxas de desemprego “extremamente elevadas”. “Isso nos leva a seguinte pergunta: como o País está com economia cambaleante e com taxa de desemprego tão baixa, se, comparado com o contexto mundial, ele está bem?”, questionou.
Em relação à corrupção, Pinheiro assegurou que o partido do qual faz parte não é conivente, salientando que foi nas gestões do PT que a Polícia Federal mais atuou, em especial na administração da presidenta Dilma. “Pela primeira vez vamos ter investigação a fundo”, disse. O parlamentar lembrou que “todos os partidos” têm casos de corrupção, e frisou que um dos maiores problemas da corrupção é o fato de ela estar associada ao financiamento de empresas em campanhas. “Boa parte desse processo tenderá a desaparecer com a aprovação da reforma política”, garantiu.
Em aparte, o deputado Carlomano Marques (PMDB) deixou claro que não queria admoestar o PT ou qualquer liderança. Mas, “nós tivemos no Brasil o mensalão, que atingiu esferas importantes”. Agora, segundo ele, é a vez da Petrobras, que atinge a população inteira. “É uma corrupção sistêmica. O Brasil precisa fazer operação mãos limpas”, avaliou.
O deputado Lula Morais (PCdoB) acredita que existe uma tentativa de atribuir a máxima que foi dita e exercitada pela UDN (União Democrática Nacional) na década de 1950. Naquela época, explicou o parlamentar, Getúlio Vargas não poderia ser candidato e, se ganhasse, não poderia assumir; e se assumisse, não poderia governar. “É este mesmo pensamento que está em curso no Brasil hoje”, disse, referindo-se o que a oposição está fazendo com a presidenta Dilma, reeleita no último pleito.
O deputado Ely Aguiar (PSDC) disse que concorda quando o petista diz que o partido não é conivente com a corrupção. “Ele está no epicentro dos escândalos”, ironizou.
LS/AT
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