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Professor Teodoro condena aumento da intolerância religiosa no mundo

Por ALECE
20/02/2015 13:46 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Prof Teodoro (PSD) Dep. Prof Teodoro (PSD) - Foto: Máximo Moura

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (20/02), o deputado Professor Teodoro (PSD) lamentou a intolerância religiosa presente em várias partes do mundo e destacou editorial publicado pelo jornal O Povo na última quarta-feira (18/02) sobre a tolerância com a cristofobia.

A reportagem aborda a recente decapitação de 21 egípcios cristãos coptas na Líbia. “Os assassinatos foram filmados e transmitidos pelas redes sociais que apoiam o Estado Islâmico, autor de tamanha atrocidade”, afirmou. O parlamentar lembrou que o papa Francisco expressou tristeza com o fato durante discurso para membros da Igreja da Escócia.

Teodoro informou que, em 2012, ao menos 105 mil pessoas foram assassinadas por serem cristãs. Os números foram apresentados pelo sociólogo Maximo Introvigne, coordenador do Observatório de Liberdade Religiosa da Itália. De acordo com dados levantados pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), 75% dos ataques motivados por intolerância religiosa são contra cristãos.

O parlamentar disse que, segundo levantamento da AIS, mais de 120 mil cristãos tiveram que fugir do Estado Islâmico no Iraque, em 2014. Depois do atentado ao jornal Charlie Hebdo, em Paris, várias igrejas - tanto evangélicas como católicas - foram alvos de ataques muçulmanos em represália à suposta ofensa ao profeta Maomé.

Professor Teodoro lembrou ainda que, após os atentados, foi amplamente discutida a islamofobia na Europa, “até como justificativa da barbaridade cometida”. O deputado, porém, enfatizou ser preciso debater também a cristofobia que ocorre em alguns países de maioria mulçumana.

Em seu pronunciamento, Professor Teodoro fez também referência à repercussão da indicação da deputada Dra. Silvana para a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa. “O próprio jornal O Povo, autor de tão brilhante editorial que chama atenção para a injustiça contra os cristãos, foi injusto”, avaliou. O parlamentar considerou que a parlamentar foi vítima de preconceito religioso, pois “mesmo sem tomar qualquer atitude, a deputada foi atacada pelo fato de ser evangélica”.

Em aparte, o deputado Fernando Hugo (SD) apoiou o posicionamento do parlamentar e criticou o fato de as pessoas terem o direito de manifestar seus pontos de vista cerceado.
LS/GS

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