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Queiroz Filho analisa 100 primeiros dias do Governo Elmano e aponta falhas

Por Waldyh Ramos
11/04/2023 17:59 | Atualizado há 9 meses

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Queiroz Filho analisa 100 primeiros dias do Governo Elmano e aponta falhas - Foto: Dário Gabriel

O deputado Queiroz Filho (PDT) analisou, no segundo expediente da sessão plenária desta terça-feira (11/04), os primeiros 100 dias do Governo Elmano. Ele ressaltou que historicamente é natural em todos os governos que, ao atingirem a marca de 100 dias, façam uma primeira análise, uma avaliação dos primeiros dias de administração, e que nesta segunda-feira vários governos do País fizeram essa avaliação, assim como o próprio Governo Federal. 

Ele frisou, no entanto, que é preciso fazer uma diferenciação, ressaltando que o atual Governo Federal pegou uma terra arrasada, é um governo diferente do anterior. Já no Ceará, ao contrário do que aconteceu no Governo Federal, o atual é de continuidade. “Um governo que, durante a campanha, mostrou que era importante a continuidade, para que conquistas, avanços não tivessem a possibilidade de parar”, disse. 

O parlamentar pontuou, no entanto, que algumas ações prometidas para os primeiros 100 dias ainda não viraram ações concretas. “Talvez, na pressa para apresentar uma série de ações, esqueceram de colocar pelo menos uma dessas ações para funcionar”, assinalou.

Queiroz Filho citou duas ações, a de combate à fome, que, apesar de ser uma ação do Fecop, não vem sendo bem utilizada, avaliou. “Hoje nós temos 44,7% da população cearense na faixa da pobreza e da extrema pobreza”, informou.

Outra ação do governo citada pelo parlamentar é a de acabar com as filas de espera de cirurgias, que, segundo ele, já existem há um bom tempo e pioraram durante a pandemia porque os leitos estavam voltados para o atendimento dos pacientes de Covid-19, o que foi uma decisão correta. Mas, para acabar com as filas, o Governo cria um Plantão de Cirurgias e anuncia para a população como se estivesse funcionando. 

“Mas o cidadão precisa saber para onde é que ele vai se precisar de uma cirurgia, qual a forma de entrar no sistema de saúde, é para se dirigir ao próprio município? São questão que deveriam ser apresentadas da melhor forma possível, porque a sociedade vai cobrar e de forma rápida” alertou.

Queiroz Filho salientou que espera que essas ações aconteçam, porque são políticas públicas muito importantes, mas infelizmente não se vê essas ações acontecendo de forma clara e objetiva. No entanto, na contramão, o que se viu, de acordo com Queiroz Filho, foi o aumento de impostos logo no início do governo. Também foram tirados os benefícios que incentivam as empresas a se instalarem no Ceará, mas a oposição cobrou e foi pedida a revogação da medida. 

Para o deputado, “a oposição tem tido um papel muito importante. Se a gente não fala da convocação do Funsaúde, por exemplo, não tinham feito nada a respeito. Se a gente não cobra o reajuste dos servidores da educação, nada tinha sido feito.  Como essas conquistas vieram, vou cobrar o reajuste geral dos servidores e dos programas de apoio à população prometidos pelo governo”, afirmou.

Outra insatisfação geral, segundo o deputado, é a descontinuidade do que foi prometido, principalmente das obras públicas, porque convênios celebrados e paga a primeira parcela estão paralisados. Ele lembrou que não precisa ser economista para entender que uma obra contratada por um determinado valor, se passa 100 dias parada, principalmente a construção civil, o preço vai hoje estar mais caro. Esse atraso aumenta o preço e, em alguns casos, o orçamento não dá mais para concluir determinada obra. 

“Não sei como a organização desse planejamento está se dando, porque a gente não vê o beneficio prometido na campanha de uma continuidade do Governo, mas ainda há tempo de isso ser corrigido”, pontuou.

Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) também criticou o governo, principalmente a promessa de enxugamento da máquina administrativa. Segundo ele, o único enxugamento da máquina que deve ter ocorrido no atual Governo do Estado foi em alguma máquina que se molhou por conta das últimas chuvas. O que houve, conforme o parlamentar, foi aumento de cargos de secretários e assessores, com a utilização de recursos da ordem de R$ 13 milhões, que poderiam ter sido investidos para acabar com as filas de cirurgias, no atendimentos com cestas básicas aos desabrigados das chuvas. Para ele, não se deve votar projetos na Casa às pressas, no “afogadilho”, é preciso analisar a repercussão financeiras nas contas públicas, defendeu.   

Edição: Clara Guimarães

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