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Rachel Marques defende produção de biodiesel no Brasil

Por ALECE
19/08/2014 14:10 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Rachel Marques ( PT ) Dep. Rachel Marques ( PT ) - foto: Máximo Moura

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (19/08), a deputada Rachel Marques (PT) defendeu a produção do biodiesel, apontando as vantagens para o Brasil, em especial para o Ceará. Segundo a parlamentar, além de equilibrar o meio ambiente, o biodiesel contribui também para a redução de emissão dos principais poluentes e dos gases causadores do efeito estufa, e poderá cooperar ainda com a agricultura familiar nos municípios onde há cultivo de oleaginosas.

Rachel Marques considerou como avanço a aprovação no plenário da Câmara dos Deputados, no último dia 6, da Medida Provisória 647/14 que eleva a margem da mistura de etanol à gasolina – dos atuais 25% para 27,5% – e que aumenta a adição de biodiesel no óleo diesel de 5% para 7%.

Segundo ela, a iniciativa assegura que o biodiesel, necessário à adição, deva ser fabricado preferencialmente a partir de matérias-primas produzidas pela agricultura familiar, sobretudo a soja. A petista afirmou ainda que essa política do biodiesel também gera emprego e renda, e que, segundo dados da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a produção, que hoje já é de 3 bilhões de litros, irá aumentar para 4,2 bilhões de litros. “Essa medida vai garantir adição e manutenção de adequadas condições econômicas em importantes mercados agrícolas como a soja”, acrescentou.

A parlamentar também destacou, durante seu pronunciamento, um projeto de sua autoria que dispõe sobre o atendimento às mulheres vítimas de violência sexual, no âmbito da rede pública de saúde do Ceará. A proposta, aprovada na Casa, sugere que os hospitais devam oferecer às vítimas de violência sexual atendimento emergencial, integral e multidisciplinar, visando o tratamento físico e psíquico adequados, além de encaminhamento aos serviços de assistência social quando necessário.

Rachel Marques comemorou o fato de que ações nesse sentido tenham partido também do Ministério Público e da Prefeitura de Fortaleza, que, em parceria, vão contemplar a Capital com um ponto de acolhimento no Terminal do Siqueira às mulheres vítimas de violência sexual. Segundo ela, a previsão é que todos os terminais de ônibus da cidade tenham locais destinados às denúncias, a fim de que essas possam ser imediatamente atendidas, o que agilizará a elucidação dos casos.

LS/AT

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