Renato Roseno defende PL 2.630, pela regulação da internet
Por Luciana Meneses02/05/2023 12:30 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Renato Roseno (Psol) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta terça-feira (02/05), o projeto de lei federal n° 2.630/20, em tramitação no Congresso, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.
O parlamentar afirmou que qualquer serviço prestado à sociedade deve ter regulação, independente do segmento. “Nenhum de nós pode concordar com a falta de marcos regulatórios. O avanço da internet trouxe coisas boas e ruins, mas agora há de se estabelecer parâmetros para seu uso. Haver regulação é da vida em sociedade, pois é absolutamente necessário. E, se já existe uma lei para mercados e serviços digitais na Europa, não há motivos para não termos no Brasil”, avaliou.
O debate sobre a regulação vem em excelente hora, num momento pós- violência nas escolas, observou o parlamentar. “Crianças e adolescentes estavam sendo influenciadas pelas redes sociais para reproduzir e disseminar comportamentos violentos, inclusive a autoviolência. E lamentavelmente esses grupos disseminadores de comportamentos violentos se encontram às centenas, de acordo com mapeamento da Polícia Federal. Precisamos sim de uma lei que proíba essas ações”, frisou.
O deputado explicou ainda que, pelo alto lucro das grandes empresas de tecnologias, elas constroem uma espécie de “teia” para continuar tendo total controle e autonomia. “As grandes empresas de tecnologia, conhecidas como Big Techs, lucram bilhões e não querem qualquer regulação. Sendo assim, jogam pesado com fake news relacionando a lei com censura, mas censura eles que estão fazendo ao derrubar contas que são a favor da lei. Qual o modelo que está no projeto? De corregulação. Não se trata de ferir liberdade alguma, principalmente de expressão. Não se pode ter liberdade de expressão para cometer crimes”, salientou.
Para o parlamentar, as plataformas e o Estado precisam dessa regulação. Ele elogiou a iniciativa do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), autor do projeto. “Deixo meu elogio aqui ao deputado que ouviu a sociedade e as Big Techs. O projeto está há três anos em tramitação, e precisamos desse modelo de regulação. As plataformas e o Estado precisam ser responsabilizados, pois atualmente não há paramentos para isso. Precisamos de espaços digitais livres de conteúdos violentos e de ódio. Precisamos dessa regulação porque inclusive traz uma forma de educação midiática”, enalteceu.
Edição: Adriana Thomasi
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