Roberto Mesquita avalia aumento da violência no Carnaval
Por ALECE19/02/2015 15:24 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Roberto Mesquita (PV), em pronunciamento no segundo expediente da sessão plenária desta quinta-feira (19/02), fez uma avaliação dos índices de violência do Carnaval deste ano. Segundo ele, foram 63 homicídios na Região Metropolitana de Fortaleza, sendo 21 assassinatos na Capital. O número é maior do que o do ano passado, que registrou 60 mortes violentas.
O parlamentar frisou que no bairro Panamericano há uma rua onde os assassinatos são corriqueiros. Trata-se da rua Ministro Sérgio Motta. Rotineiramente, os crimes acontecem lá, sem que as autoridades policiais adotem providências necessárias. “Como é que a Polícia não tem os meios para deter com essa violência? A gente não pode se acostumar com esses crimes como se fossem normais”, pontuou.
Roberto Mesquita salientou que na guerra do Iraque morreram menos pessoas do que no Ceará, em igual período. “Não podemos achar normal ver diariamente um cadáver na rua, ou todos esses homicídios que ocorreram no Carnaval”, acrescentou.
O deputado salientou que cidades da Colômbia que adotaram políticas de Estado no sentido de conter a violência obtiveram bons resultados.
Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) disse que ocorre um genocídio de jovens no País, principalmente entre os menos favorecidos. O índice de homicídios na adolescência é calamitoso, conforme avaliou. Renato Roseno assinalou que, no Ceará, houve o crescimento de 18% de homicídios de jovens, de 2013 a 2015. “A melhor forma de diminuir a violência é não deixar o conflito se instalar. Há exemplos positivos, como o de Medelín, Bogotá, e a zona sul de São Paulo. Os espaços públicos foram ocupados com esporte, cultura e lazer. Em todas as áreas beneficiadas houve redução da criminalidade”, disse.
O deputado Elmano de Freitas (PT) concordou com as propostas de políticas públicas que atuem para reduzir a criminalidade. Mas salientou que há o crime organizado atuando em todo o Estado e que, mesmo quando identificada a violência, ninguém é preso, porque há falhas nos inquéritos ou decisões judiciais equivocadas. “Deve haver ação integrada entre o Judiciário, o comando das polícias e os órgãos de cultura e de esporte. Muitas vezes, as práticas saudáveis para a juventude não acontecem porque organizações criminosas não permitem”, observou.
A deputada Dra. Silvana (PMDB) avaliou que há muita facilidade para os criminosos serem devolvidos à liberdade. A parlamentar salientou que as igrejas evangélicas são capazes de reduzir em até 50% a criminalidade nas áreas onde são instaladas.
JS/AT
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