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Roberto Mesquita pede mais investimentos federais no Estado

Por ALECE
14/11/2014 14:34 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Roberto Mesquita (PV) Dep. Roberto Mesquita (PV) - Foto: Máximo Moura

O deputado Roberto Mesquita (PV) afirmou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (14/11), que é necessário que a União ofereça recursos para os estados que não têm condições de investir no setor de segurança. Segundo ele, o Ceará é um dos que mais tem sofrido com a escalada da violência, e deveria receber aportes do Governo Federal, no sentido de fazer frente ao problema.

De acordo com o parlamentar, o setor de saúde também tem sofrido com a falta de recursos federais, e enfatizou que, antigamente, para cada real empregado pelo Estado no custeio de saúde, a União também investia outro real, enquanto hoje são quatros reais investidos pelo Governo do Ceará para cada real repassado pelo Governo Federal.

Outra mudança defendida pelo deputado é na pauta de exportações do País. Segundo ele, não é possível que se continue com a política de venda de commodities e importação de produtos manufaturados. Ele defendeu a industrialização e a mudança da carteira de produtos exportados do País como estratégias para a criação de novos empregos.

Em seu pronunciamento, Roberto Mesquita solicitou ainda a imediata recuperação da usina de álcool de Barbalha. Ele lembrou que o Governo comprou em leilão a massa falida da usina, mas até agora ela não foi reativada porque nenhum investidor se mostrou interessado em pôr para funcionar o equipamento. “Isso não pode ficar sendo apenas uma promessa de campanha”, disse.

O parlamentar se reportou ainda ao papel da oposição nas casas legislativas. Segundo ressaltou, os que perdem a eleição devem assumir o papel de fiscalização dos atos do Executivo. “Uma base de apoio do Governo muito grande é prejudicial à sociedade, porque o Legislativo perde o seu papel fiscalizador”, assinalou.

O deputado verde informou ainda que pretende continuar mantendo o mesmo posicionamento na Assembleia, fiscalizando e votando favoravelmente em todas as matérias que atenderem aos interesses da população. Disse ainda não entender o posicionamento do PT, que se queixa de que está sendo excluído da equipe de transição. “O Partido dos Trabalhadores está representado pelo governador eleito. Não deve existir é o loteamento dos cargos do Governo. Precisamos dar ao Ceará um novo momento”, defendeu.
JS/CG

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