Romeu Aldigueri aponta preocupação com taxa de juros do País
Por Ricardo Garcia23/03/2023 12:14 | Atualizado há 9 meses
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O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Romeu Aldigueri (PDT), expressou preocupação, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (23/03), realizada de forma presencial e remota, com o comunicado divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (22/03), que mantém a taxa básica de juros em 13,75%.
Nenhum economista, segundo o parlamentar, consegue entender o cenário de um País que quer voltar a crescer e retomar investimentos, adotando a maior taxa de juros do mundo. “Há ainda a possibilidade de essa taxa subir, gerando incerteza no mercado e prejudicando o crescimento nacional. Parece que o Banco Central quer que o Brasil não cresça e se desenvolva”, apontou.
Romeu Aldigueri disse esperar que os novos diretores do Banco Central que serão anunciados em abril possam modificar o que está acontecendo nas reuniões do Copom, permitindo que o País tenha crédito barato e taxas de juros mais baixas.
O deputado também parabenizou o ministro Camilo Santana por sua atuação à frente do Ministério da Educação. “É impressionante o ritmo de trabalho do ministro Camilo Santana, que em dois meses de gestão já destinou R$ 650 milhões às prefeituras do País, desafogando milhares de obras paralisadas ou suspensas. Algumas cidades passaram até dois anos sem receber recursos”, enfatizou.
Ele mencionou ainda que o ministro Camilo Santana já requereu uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) para verificar eventuais irregularidades cometidas no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), durante o governo Bolsonaro. “São três mil obras paradas e quatro mil obras sequer iniciadas, por falta de lastro orçamentário. Então há essa auditoria no TCU, que o ministro Camilo Santana está esperando terminar para avaliar o que pode ser feito”, informou.
Em aparte, o deputado Guilherme Sampaio (PT) ressaltou o intenso trabalho do Ministério da Educação sob a liderança de Camilo Santana. “Foram milhões liberados para a conclusão e continuidade de obras paralisadas, reajuste de bolsas de pós-graduação, que estavam congeladas há vários anos, dentre uma série de outras medidas de destaque já anunciadas”, assinalou.
O deputado De Assis Diniz (PT) defendeu a necessidade de se debater no País a política de incentivos fiscais. “É uma política que tira a capacidade do Estado de alargar a sua agenda de desenvolvimento. Ao longo dos últimos anos, R$ 40 bilhões foram destinadas para 500 empresas no Ceará”, considerou.
Na avaliação do deputado Dr. Oscar Rodrigues (União), é preocupante o crescimento do desemprego no Ceará. “Em Fortaleza, somente em janeiro de 2023, foram perdidos 1547 empregos. O aumento do desemprego nos preocupa e nos faz refletir sobre o que está acontecendo com a economia do País”, pontuou.
Edição: Adriana Thomasi
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