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Roseno cobra reconhecimento de Jair Bolsonaro à vitória de Lula nas eleições

Por ALECE
01/11/2022 15:19 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Renato Roseno (Psol) Deputado Renato Roseno (Psol) - Foto: Edson Junior Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) comentou o resultado do segundo turno das eleições durante o primeiro expediente das sessão plenária desta terça-feira (01/11). Ele cobrou o reconhecimento público do presidente Jair Bolsonaro quanto à vitória do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, assim como a formação da comissão de transição que deverá se inteirar da administração federal e preparar os primeiros atos da nova gestão pelos próximos dois meses.

O parlamentar criticou o silêncio de Jair Bolsonaro sobre o resultado do segundo turno, e o associou aos bloqueios de estrada protagonizados por “algumas dezenas de bolsonaristas fanatizados que não aceitam o resultado das eleições”. “É um grupo golpista minoritário que não aceita o resultado das eleições, e tem esse sentimento validado pelo silêncio de Bolsonaro”, apontou.

Em sua avaliação, a eleição de Lula foi histórica por muitos motivos. Ele destacou os quatro anos de tentativas de Bolsonaro de plantar desconfiança quanto à credibilidade do sistema eleitoral. “Foram mudanças na Constituição Federal, uso ilegal da máquina pública, o uso do aparato policial - inclusive no dia do segundo turno, com a tentativa de barrar o translado dos eleitores para seus locais de votação”, pontuou.

A instituição da fábrica de fake news, conforme Roseno, fica como o principal desafio à democracia contemporânea, “algo que, nesse momento, nem o Direito e nem as tecnologias conseguiram conter”.

Roseno enalteceu o voto popular, e salientou que mesmo com todo esse aparato para confundir o eleitor, Bolsonaro “perdeu”. “Perdeu porque foi um péssimo presidente, que desdenhou da pandemia, e nunca teve consciência do que é ser um chefe de Estado. O povo brasileiro sabe disso, e por isso deu mais de 60 milhões de votos a Lula”, argumentou.

Em aparte, o deputado Salmito (PDT) concordou que “a vitória de Lula é uma vitória da democracia”. Para ele, o Nordeste “é a face mais cristalina do Brasil que conheceu seus direitos, garantidos pela Constituição de 1988, mas muitos só regulamentados no primeiro Governo Lula”. “Essa foi a eleição da esperança, e a escolha da maioria foi pela defesa da nossa democracia”, disse.

PE/CG

 

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