Welingnton Landim avalia as políticas de distribuição de água
Por ALECE11/07/2014 14:45 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Welington Landim (Pros) avaliou, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (11/07), a situação da distribuição de água pelos carros pipas. Segundo ele, a partir da instalação de cisternas, a política dos caminhões pipas está se perenizando, quando deveria ser uma ação provisória, em casos emergenciais.
O parlamentar frisou que sempre tem se posicionado na Assembleia Legislativa cobrando políticas permanentes, como a transposição do rio São Francisco. Ele lembrou que, em 1995, quando começou a empunhar essa bandeira, muitos achavam que seria uma luta sem possibilidades de resultados positivos, mas hoje está mostrando resultados.
“A política do carro pipa foi implantada para socorrer quem não tivesse água. A cisterna foi construída para armazenar água de chuva e para consumo humano na estiagem. Porém, a população usa para todas as necessidades, o que acaba em um período muito rápido, forçando a distribuição de água por carros pipas, para abastecer as cisternas vazias”, acrescentou.
O deputado também lembrou que na Serra do Araripe, no passado, havia fontes de água perenes, que estão desaparecendo quase por completo por conta do desmatamento.
Welington Landim disse que já pediu várias vezes estudos na área, até do Inesp, porém não recebeu nenhuma respostas. Ele lembrou que a política de abastecimento de água é de responsabilidade do Governo Federal, através da Defesa Civil e Exército Brasileiro. Porém, há 15 municípios que já foram descredenciados no programa de carros pipas. Para o parlamentar, é necessário uma política permanente, em vez de ações paliativas.
Em aparte, o deputado João Jaime (DEM) lembrou que Landim foi o relator da Comissão da Seca da AL, que produziu um relatório que foi “um verdadeiro guia para a solução do problema”. Ele disse lamentar muito que as ideias do relatório não foram publicadas no Diário Oficial, pela presidência da Assembleia. “Ou seja, não foi oficializado o resultado da comissão, que trabalhou, apontando também todas as falhas das políticas públicas. A comissão foi para debaixo do tapete por conta de questões políticas. Sofreu um golpe de morte”, pontuou.
JS/AT
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